Córrego em Mariápolis continua com indícios de poluição
Nossa Lucélia - 20.07.2010



MARIÁPOLIS - Desde o ano de 2003, noticiamos o descontentamento de várias pessoas, inclusive dos donos de propriedades próximas ao Córrego do Rancho, indignadas com a coloração e o mau cheiro que a água apresentava.

Passado outros anos registramos novamente o fato, porém nenhuma providência foi tomada e o problema continua. No dia 9, sexta-feira, nossa reportagem percorria próximo a nascente do córrego em Adamantina, no sentido ao distrito Mourão e flagrou mais uma vez a coloração da água e mau cheiro. Lembrando que o córrego deságua no Rio do Peixe, em Mariápolis.

A água estava com forte odor e de cor escura conforme mostra a foto. Também notamos crosta de lodo as margens do córrego e espuma. Alguns urubus também visitavam as proximidades.

Os vestígios apresentados levam a crer que o córrego sofre uma agressão ambiental, provocada por várias maneiras. Mais uma vez ouvimos comentários que a poluição é ocasionada por empresas adamantinenses que jogam produtos no córrego, depósitos de esgotos clandestinos e até por produtores com agrotóxicos.

Em diálogo com alguns sitiantes e ex-moradores próximos do córrego, eles afirmaram que já não há mais peixes, que os animais não podem ingerir aquela água e que o córrego está oferecendo riscos à população. Os moradores também relataram que há décadas o córrego era muito frequentado pelos moradores e visitantes que se banhavam e pescavam.

Os sitiantes e os moradores declaram que seria fundamental os órgãos responsáveis realizarem alguma fiscalização e que se caso comprovada a agressão ambiental, tomassem as medidas cabíveis em relação ao descaso.


Fonte: Do Portal do Ruas / Maciel Dantas (Assessor de Imprensa)


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