Secretários esclarecem não liberação de medicamento
Nossa Lucélia - 24.06.2010



ADAMANTINA - Logo após receber a denúncia a respeito da suposta negativa de medicamento para o aposentado T.N., de 80 anos, a Folha Regional procurou os secretários municipais citados na reportagem, por meio da Assessoria de Comunicação da Prefeitura.

Em conversa com o responsável pela chefia de gabinete, Celso Osmar Mastellini, confirmou que foi procurado pela família do idoso, em seguida, pela vereadora Cleusa Marquetti Francisco para auxiliar na liberação das injeções. “Vieram até mim e fiz aquilo que estava dentro do meu alcance. Assim como trato todos que me procuram. Se não é possível conseguir aqui, temos que recorrer aos municípios vizinhos”.

Mastellini revelou ainda que, no contato feito com a Saúde de Adamantina, o medicamento não poderia ser fornecido porque haveria pouca quantidade e trata-se de injeções usadas somente dentro do hospital adamantinense.

A reportagem da Folha Regional esteve na Assessoria de Comunicação para que fizesse contato com o secretário Pedro Ruete (saúde) para ter uma explicação direta do responsável pela pasta. “Este medicamento pode ser disponibilizado somente aos pacientes internados na Santa Casa de Adamantina”.

ENTENDA O CASO

Idoso precisa recorrer a Osvaldo Cruz para conseguir medicamento

A reportagem da Folha Regional foi informada na semana passada a respeito de uma história ocorrida na noite de terça-feira, 8, em Adamantina. O aposentado T.N., de 80 anos de idade – e que reside na cidade há 60 anos –, depois de ter negada na Cidade Jóia, conseguiu a liberação de medicamento somente em Osvaldo Cruz.

Segundo relatos, o idoso passou por uma cirurgia, em Marília, para substituição de um osso da perna por prótese. Após a intervenção, foi liberado para tratar da recuperação em casa, mas ele precisava ainda receber por três dias injeções anticoagulantes e anti-hemorrágicas. No entanto, foi passada uma relação de impedimentos, dentre os quais, a não remoção da cama na sua residência.

Então, a família procurou o Centro de Saúde e a Santa Casa de Adamantina, na companhia da enfermeira particular de T.N. e com a receita médica em mãos, porém, não obteve autorização para levar as ampolas do remédio.

“Trata-se de medicamento usado somente por hospitais, não vende em farmácia e custa R$ 3,50”, destaca a família que recorreu as Santas Casas de Lucélia e Flórida Paulista, mas ambas ressaltaram que o remédio deveria ser fornecido pelo hospital da cidade do paciente.

“Não tendo mais a quem recorrer, me procuraram, até porque sou uma das únicas autoridades que tem coragem de levantar a voz para defender quem está excluído. Daí ligou para o Mastellini (secretário municipal de gabinete), porque não tem condições de manter um diálogo com o secretário de saúde. Então, ele (Mastellini) tentou resolver com o Pedrão, secretário municipal de saúde, mas também não foi atendido. E, depois de muito sofrimento, o Mastellini conseguiu as injeções no hospital de Osvaldo Cruz no dia seguinte”, contou com indignação a vereadora Cleusa Marquetti Francisco, que recebeu membros da família do idoso na sua casa para ajudá-los.

Cleusa sugeriu ainda que se as autoridades de saúde adamantinenses não acreditaram na enfermeira ou nos familiares sobre a veracidade do fato, bastava que mandassem um funcionário na casa do senhor averiguar a situação.

“A Saúde de Adamantina não atendeu um morador da cidade com injeção de apenas R$ 3,50. Acho que quatro ou cinco injeções não deixariam a Secretaria de Saúde ou a Prefeitura mais rica ou mais pobre. E mais! Ninguém estava pedindo de graça, se fosse preciso, a família pagaria. Portanto, esta é a Saúde Municipal que está inaugurando obras? Não precisamos ver placas de inauguração, mas sim, precisamos sentir uma mudança na maneira de tratar as pessoas”. .


Fonte: Da Folha Regional / Ricardo Bispo




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