Vetor da leishmaniose é detectado em 37% dos municípios da região
Nossa Lucélia - 09.06.2010
12 municípios são da Nova Alta Paulista
REGIÃO - Dezessete municípios da região de Presidente Prudente, dos quais 12 situados na região da Nova Alta Paulista, preocupam as autoridades de saúde do Departamento Regional de Saúde (DRS XI), que compreende 45 cidades. Isso porque atualmente eles estão classificados epidemiologicamente como receptivos ao vetor da Leishmaniose Visceral.
As informações foram transmitidas na manhã desta terça-feira (08/06), durante o primeiro Comitê de LVA, organizado pela diretoria regional da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), em parceria com o Estado de São Paulo.
Significa que em 37,77% dos 45 municípios – taxa percentual equivalente às 17 cidades –, já foi encontrado o vetor que transmite a Leishmaniose Visceral Americana (LVA). Destes, dez já registraram transmissão da doença na população humana ou canina.
Em contrapartida, outros três, sendo eles Prudente, Presidente Venceslau e Flora Rica, enfrentam até então apenas a transmissão da doença na população canina. As outras 28 cidades restantes, onde até agora não foi encontrado o transmissor da doença, são considerados vulneráveis ao vetor por estarem próximos daquelas onde o Lutzomyia longipalpis já foi localizado.
As informações foram transmitidas na manhã desta terça-feira (08/06), durante o primeiro Comitê de LVA, organizado pela diretoria regional da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), em parceria com o Estado de São Paulo, através do DRS XI.
Cerca de 100 pessoas, entre coordenadores de saúde dos 45 municípios, bem como de Vigilâncias Municipais Epidemiológicas (VEMs), médicos veterinários e sanitaristas, participam do também chamado “encontro científico”, previsto para terminar às 16h no Anfiteatro I da Universidade Estadual Paulista (Unesp) – campus de Prudente.
Representando Prudente, marcaram presença o médico veterinário e diretor do Centro de Zoonoses, Célio Nereu Soares, a coordenadora da VEM Vânia Maria Alves Silva, o médico sanitarista da VEM Carlos Roberto de Macedo, o coordenador da Vigilância Sanitária Armando de Oliveira Silva e o médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses, Emanuel Roberto Vaccarelli.
O objetivo do evento, segundo a diretora da regional da Sucen Susi Mari Sampaio, “é sensibilizar os municípios, de modo que adotem ações preventivas e de controle da leishmaniose visceral”. “É uma forma de atualizar a situação da doença nos municípios da região, bem como levar até o conhecimento dos profissionais de saúde que participam, subsídios técnicos e operacionais para que as cidades tenham ferramentas para de fato incrementarem as ações”, adianta.
Conforme Sampaio, dos municípios da Nova Alta Paulista que sofrem com a doença, aparecem na relação Dracena, Flora Rica, Irapuru, Junqueirópolis, Monte Castelo, Nova Guataporanga, Ouro Verde, Panorama, Paulicéia, Santa Mercedes, São João do Pau D'Alho e Tupi Paulista. Destes, frisa ela, com exceção de São João do Pau D'Alho e Flora Rica, todos já registraram neste ano transmissão da doença em humanos e na população canina.
Dados referentes a este ano na região não foram divulgados detalhadamente pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), no entanto, os últimos números, datados de 2009, mostram que naquele ano houveram 40 casos da doença em seres humanos, dos quais uma morte foi registrada no município de Paulicéia. No ano anterior – 2008 –, foram 60 casos confirmados em humanos e três mortes computadas, sendo duas em Dracena e uma em Panorama.
Ao analisar o cenário atual, a diretora da Sucen revela que se comparado a outras regiões, a situação “é preocupante e alarmante”, no entanto, enfatiza a queda no número de mortes de um ano para o outro. “Por isso a realização do comitê. A finalidade é preparar os municípios, através dos temas debatidos e esclarecidos aqui [na Unesp], para o enfrentamento e possível erradicação do problema”, explica. “Infelizmente ainda não existe tratamento para animais, considerados os principais reservatórios da doença. Só existe tratamento para seres humanos. Por isso muitos cães contaminados ainda são submetidos à eutanásia”, emenda.
Fonte: Do GN Online / Foto: Marcos Sanches
Voltar para Home de Notícias
Lucélia - A Capital da Amizade
O primeiro município da Nova Alta Paulista |