Temporal provoca alagamentos em Adamantina e Osvaldo Cruz e derruba muro de escola em Parapuã
Nossa Lucélia - 13.10.2026
Chuva intensa acompanhada de ventos e granizo causou estragos em cidades da região nesta terça-feira (13); em Parapuã, aulas serão retomadas na sexta-feiraRegião - As fortes chuvas que atingiram cidades da região da Nova Alta Paulista nesta terça-feira (13), provocaram alagamentos, enxurradas, danos à infraestrutura urbana e a queda de parte do muro de uma escola estadual em Parapuã. Em Adamantina e Osvaldo Cruz, o grande volume de água concentrado em um curto intervalo de tempo causou transtornos em ruas e avenidas, mobilizando equipes para avaliar os estragos e monitorar os pontos mais afetados.
Parapuã: temporal derruba muro de escola estadual - Em Parapuã, o temporal acompanhado de fortes ventos provocou o desabamento de parte do muro de uma escola estadual localizada na esquina das ruas Bahia e Niterói, na região central da cidade.
Segundo informações da Defesa Civil ao portal ifronteira.com, a queda ocorreu em decorrência das condições climáticas. A Prefeitura interditou o local para a remoção dos entulhos e informou que disponibilizará um guarda para garantir a vigilância da área. Não houve registro de vítimas.
Em nota oficial, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Tupã informou que acionou a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) para a elaboração do orçamento necessário à reconstrução do muro. O trecho afetado foi isolado com tapumes para garantir a segurança.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) também esclareceu que as aulas na unidade serão retomadas somente na sexta-feira (16). A suspensão considera a reunião do conselho de classe prevista para esta quarta-feira (14) e o feriado escolar em comemoração ao Dia dos Professores, na quinta-feira (15).
A URE e a direção da escola permanecem à disposição da comunidade para prestar esclarecimentos.
Adamantina: enxurradas derrubam motos e danificam ruas - Em Adamantina, a chuva volumosa em um curto período provocou alagamentos em diferentes pontos da cidade. A força da água formou enxurradas, derrubou motocicletas, arrastou sujeira e causou danos em trechos do asfalto e das calçadas.
Entre os locais afetados estão a quadra da Avenida Deputado Cunha Bueno, entre as ruas Nove de Julho e Joaquim Nabuco, em frente ao salão social da ACREA; a Rua General Isidoro, no cruzamento com a Avenida Capitão José Antônio de Oliveira, nas proximidades do Ave Cristo; a Alameda dos Expedicionários, entre a Rua Euclides da Cunha e a Avenida Santo Antônio; e a Avenida da Saudade, na região do Poupatempo.
Os pontos atingidos estão sendo mapeados para a elaboração de um levantamento mais detalhado pelas autoridades.
Dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO), cuja estação automática está instalada na Apta Regional, na Estrada 14, zona rural do município, apontam que foram registrados 22,1 milímetros de chuva entre 13h e 14h desta terça-feira.
Na hora seguinte, entre 14h e 15h, o volume foi de mais 0,3 milímetro. A temperatura do ar no momento da chuva era de 23,8°C.
A concentração de precipitação em um intervalo reduzido favoreceu a formação de enxurradas e os alagamentos registrados em diferentes regiões da cidade.
Osvaldo Cruz: chuva e granizo mobilizam Defesa Civil - Em Osvaldo Cruz, a chuva intensa, acompanhada de pequenas quedas de granizo, levou a Defesa Civil a monitorar diferentes pontos do município. Foram registrados 23,5 milímetros de precipitação em menos de 30 minutos, provocando acúmulo temporário de água em ruas e avenidas.
A situação que exigiu maior atenção ocorreu na Vila Santa Helena, onde um ponto de alagamento foi associado ao comprometimento parcial do sistema de drenagem urbana.
Também houve acúmulo temporário de água na Avenida Kennedy, nas proximidades do Departamento de Trânsito, na Rua Rondon, na região da Merenda Municipal, e na Vila Esperança. Segundo o levantamento da Defesa Civil, nesses locais a água escoou rapidamente, sem provocar alagamentos persistentes.
Na Vila Santa Helena, foi necessária uma avaliação das condições dos dispositivos de drenagem para identificar as medidas necessárias à normalização do escoamento.
De acordo com a Defesa Civil, uma quantidade significativa de sacos contendo materiais recicláveis foi arrastada pela enxurrada na Vila Esperança em direção aos bueiros da Vila Santa Helena. O material comprometeu parcialmente a passagem da água pela rede pluvial e contribuiu para o alagamento.
Diante do problema, foi identificada a necessidade de uma força-tarefa entre a Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Operações Urbanas para realizar a limpeza e a desobstrução da rede de drenagem.
Chuvas exigem atenção na região - As ocorrências registradas nos três municípios evidenciam os transtornos provocados por chuvas intensas concentradas em curtos períodos. Enquanto Parapuã registrou danos estruturais em uma unidade escolar, Adamantina enfrentou enxurradas e prejuízos em vias públicas, e Osvaldo Cruz precisou monitorar áreas com dificuldades no escoamento das águas pluviais.
O acompanhamento dos pontos críticos e a manutenção dos sistemas de drenagem são medidas importantes para reduzir os impactos de novos episódios de chuva forte na região.Fonte: Com informações da Folha Regional/Siga Mais e iFronteira>
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