Renais crônicos estão sem remédio
Nossa Lucélia - 28.05.2010
DRACENA - Cerca de 80 pessoas que sofrem de insuficiência renal e fazem hemodiálise vivem momentos complicados em Dracena. Há dois meses, eles não recebem a eritropoetina, remédio necessário para garantir a boa saúde.
A doença faz com que o organismo não absorva vitaminas e também não elimine substâncias não aproveitadas pelo corpo. A situação ficou mais grave por causa da falta do remédio.
Os pacientes que estão na fila do transplante de rim, dizem que não recebem o remédio há dois meses. É o caso do vice-presidente da Associação de Renais Crônicos, Flávio Cardoso, que também sofre com a doença. Ele afirma que a falta do medicamento está trazendo outros problemas de saúde e que chega a ser necessário realizar transfusão de sangue.
Segundo o médico chefe do departamento de hemodiálise da Santa Casa de Dracena, Francisco Sinatura, 80 pessoas em Dracena dependem do medicamento que combate a fraqueza e a anemia, sintomas comuns para quem convive com a hemodiálise. A eritropoetina serve para conter os sintomas.
A Secretaria Estadual de Saúde admite que houve falta da eritropoetina na região de Presidente Prudente devido a uma redução no repasse do Ministério da Saúde. Ainda segundo o órgão, em abril foram entregues apenas 200 das 500 ampolas necessárias para Dracena e que no mês de maio nada foi entregue.
Os pacientes afirmam que, desde que a prefeitura ficou responsável pelo repasse do medicamento, ele parou de chegar.
A Secretaria de Saúde do município afirma que esse acordo vale somente a partir do mês de junho. A secretária Geni Pereira Lobo Pezin assume um compromisso de providênciar o remédio na segunda-feira, e que ele será entregue conforme o acordo no dia primeiro de junho.
A Secretaria Municipal afirmou ainda que a partir de quinta-feira, 27/5, o medicamento voltará a ser distribuído, onde segundo o órgão, 80% das ampolas que deveriam ser entregues no começo de maio.
Fonte: Do Ifronteira
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