Operação Mágicos de Oz prende duas pessoas por fraude tributária,em Tupi Paulista
Nossa Lucélia - 02.05.2026


Segundo o Ministério Público, estrutura organizada utilizava pessoas interpostas para recebimento de propina por agentes públicos, com posterior movimentação de valores ilícitos e ocultação patrimonial

Tupi Paulista (SP) - Dois homens, de 49 e 69 anos, foram presos nesta quinta-feira (30), em Tupi Paulista (SP), em um desdobramento da Operação Mágicos de Oz, que investiga um esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro instalado na Delegacia Regional Tributária (DRT), da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), em Osasco (SP).

As ordens judiciais de prisão preventiva dos moradores de Tupi Paulista foram expedidas pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), por meio da Vara do 2º Ofício de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores, no âmbito de investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e Recuperação de Ativos Financeiros (Gedec).

Os mandados foram cumpridos sem registro de resistência.

Após a captura, os investigados foram levados à Delegacia da Polícia Civil e permaneceram à disposição da Justiça. Ambos passarão por audiência de custódia e, posteriormente, poderão ser encaminhados ao sistema prisional, conforme determinação judicial.

A Polícia Civil destacou que a atuação integrada com o Ministério Público reforça a efetividade no enfrentamento à criminalidade organizada, especialmente em delitos de maior complexidade, como os de natureza econômica e financeira.

A Operação Mágicos de Oz havia sido deflagrada em março, pelo Ministério Público, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão temporária em São Paulo (SP), Osasco, Valinhos (SP) e Tupi Paulista. As diligências contaram com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do próprio MPE-SP, e das polícias Civil e Militar, tendo como foco desarticular um esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro instalado na DRT, em Osasco, identificado durante investigação iniciada a partir de achados da Operação Ícaro.

Segundo o Ministério Público, a investigação aponta a existência de uma estrutura organizada que utilizava pessoas interpostas para recebimento de propina por agentes públicos, com posterior movimentação de valores ilícitos e ocultação patrimonial.

Na ocasião, a operação havia acarretado o afastamento do cargo do vice-prefeito de Tupi Paulista, Frederico Marquezim Gonçalves (PSD), além do cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária e afastamento de quatro agentes fiscais de renda de suas funções.

Ao todo, foram apreendidos R$ 172,7 mil em espécie, cinco celulares, quatro notebooks, um computador, quatro pendrives, um relógio inteligente, carimbos, cartões e diversos documentos que podem auxiliar no avanço das investigações.

Fonte: ifronteira.com



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