Afinal, para onde vamos?
Nossa Lucélia - 06.05.2010
LUCÉLIA - É no mínimo estranho ler notícias que demonstram a falta de continuidade de projetos em Lucélia. Em primeiro lugar a mudança da feira livre para o pátio da estação, local inadequado uma vez que se pleiteia o retorno da ferrovia, e aí o que fazer quando esta voltar a funcionar?
Seria atirar no próprio pé, pois a feira teria de ser mudada novamente devido ao trânsito de caminhões no local e ao risco para as pessoas. Os feirantes são contra a mudança e muitos dizem que se isso ocorrer não virão mais.
Moramos em uma cidade agrícola e temos de apoiar a existência da feira-livre pois é o nosso produto chegando até nossa mesa com qualidade e preço. O feirante não está ali pedindo esmolas, está prestando um serviço para a coletividade, por isso merece nosso apoio e nosso respeito.
A feira - livre de Lucélia é tida como uma das melhores da região, o assunto tem de ser tratado com critério, pois esta corre o risco de acabar. A Prefeitura de Lucélia convoca o cidadão a dar sua opinião sobre o assunto.
Uma sugestão seria avançar a feira um quarteirão para frente, deixando livre o comércio existente no primeiro quarteirão, observando também que no final dela existe uma clínica que tem de ter seu livre acesso garantido.
Nas ruas transversais os carros costumam estacionar bem no meio da pista, fato que tem de ser proibido afim de facilitar o trânsito.
A reclamação de moradores do local é o fato de pessoas estarem urinando em suas portas, fato este que merece ser apurado, mas não podemos esquecer do grande movimento da Avenida Internacional nas noites de quarta-feira e que muitas pessoas descem para essa rua afim de fazer suas necessidades.
Em cidades como São Paulo com mais de 20 milhões de habitantes as feiras–livres funcionam até em bairros nobres e com a anuência da população.
A diferença é que logo após o final da feira os locais são varridos e em seguida lavados, coisa que aqui não se faz.
Os caminhões não ficam na rua da feira, descarregam a mercadoria e estacionam em outro local, voltando apenas na hora de recolher suas barracas, os feirantes guardam seus estoques debaixo da barraca.
Outra coisa que funciona na cidade de São Paulo é o bom senso das pessoas , pois estas entendem que o feirante esta ali para lhe servir, e por isso colaboram, e aí pergunto.
Porque temos que ser diferentes e intolerantes com tudo?
IBC
Outra demonstração de falta de continuidade nos projetos é a mudança do almoxarifado municipal para o IBC, e novamente retornamos ao problema da ferrovia, ali se estuda a possibilidade de colocar um porto seco aproveitando todo o espaço, medida essa que vai gerar empregos em nossa cidade.
O IBC de Lucélia é um dos maiores e melhores de toda a região, tem de ser preservado, é uma conquista para a cidade e tem de ser bem aproveitado.
Segundo informações, o antigo local da algodoeira (foto) seria mais adequado para o almoxarifado, pois conta com infra-estrutura apropriada.
O assunto ferrovia tem se arrastado durante muitos anos, e quando este começa a ter um lampejo de solução não podemos sair fora da rota, é literalmente caminhar pela contramão dos fatos.
O prefeito municipal é vice- presidente da AMNAP e sabe o quanto está sendo árdua esta batalha, mas estamos vencendo, e novamente pergunto....para onde vamos?
Fonte: Do Site Clikar / Erivaldo Lopes
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