Tupãense confessa ter matado empresário por causa de dívida
Nossa Lucélia - 13.04.2010



TUPÃ - O jovem Marcelino Virgilio de Araujo, 25 anos, membro de família conhecida em Tupã, confessou a polícia que assassinou o empresário Jailson Félix de Brito, 32 anos, de Mogi das Cruzes, por causa de dívida de R$ 2 mil. O autor estaria sendo pressionado para devolver o dinheiro, que deveria ser usado para comprar uma arma no Paraguai para à vitima.

O empresário teria sido morto no sábado, dia 10, em Tupã, e seu corpo foi localizado na tarde de ontem, 12, em uma mata no Bairro Progresso, em Iacri.

Segundo a polícia, Jailson de Brito é proprietário de uma construtora que realiza reformas em escolas de cidades do interior do Estado de São Paulo. Durante obras, que estava executando em uma escola em Iepê, na região de Presidente Prudente, conheceu o tupãense. Marcelino de Araújo teria combinado de comprar para empresário uma arma, proveniente do Paraguai. Há duas semanas atrás, Jailson de Brito depositou o dinheiro, R$ 2.000,00, na conta da esposa do acusado.

Na quinta-feira passada, dia 8, o empresário, em companhia de amigos, veio a Tupã buscar a arma e foi informado pelo Marcelino de Araújo que a pessoa encarregada de trazê-la não estava na cidade. Depois de esperar até sábado, Jailson de Brito teria anunciado que caso a arma não lhe fosse entregue ou o dinheiro devolvido iria contar tudo à família do tupãense.

Naquele mesmo dia, ou seja no sábado, o acusado teria ligado para a vitima, dizendo para vir buscar a arma. O empresário viajou de Iepê para Tupã, em sua caminhonete L 200, Mitusubishi, e encontrado com o tupãense em um posto de combustíveis de Tupã. Depois foram para uma rotatória da cidade. Neste local, Marcelino, segundo a polícia, assassinou Jailson com um tiro na nuca. Após cometer o crime, o acusado teria colocado o corpo da vitima na caçamba da caminhonete e o dispensando em uma mata no bairro Progresso, em Iacri.

Nessa segunda-feira, dia 12, o empregado da vitima, André Luiz Constantino, que sabia que o patrão tinha vindo buscar a arma na fazenda dos pais de Marcelino Virgilio Araujo, veio para Tupã para saber o que havia ocorrido. Na fazenda localizou a caminhonete do patrão.

Para explicar o fato de estar de posse do veículo, Marcelino de Araújo contou ao empregado que Jailson de Brito havia recebido a arma e deixado a caminhonete para que ele vendesse. Contou ainda que havia levado o empresário até Marília, onde ele teria embarcado em um GM Zafira, com placas de uma cidade do Estado a Bahia, cujo nome não se recordava, e partido em companhia de uma mulher desconhecida.

Desconfiado, Andre Constantino, o empregado, procurou a Polícia Militar e relatou os fatos. Marcelino de Araújo foi detido e conduzido à DIG, juntamente com a caminhonete. Inicialmente inventou a polícia que na rotatória da saída para o Bairro Sete e Arco-Íris, depois de uma discussão, o empresário teria disparado um tiro em sua direção, mas, tomou a arma e o matou. Porém, acabou confessando que matou o empresário com o revolver que pegou escondido do seu pai.

Mostrando muita frieza, na tarde de domingo, Marcelino de Araújo teria participado de um churrasco na Exapit. Neste local o autor do crime escondeu a mala do empresário em uma das baias, existentes no recinto.

Marcelino Virgilio Araujo foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos de reclusão. O agravante de ocultação do cadáver pode aumentar a pena em mais um a três anos de reclusão.


Fonte: Francisco Alves Pereira / Do Bastos Já



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