Chuvas destroem quatro pontes na zona rural de Adamantina
Nossa Lucélia - 14.01.2010


Secretário de Planejamento identifica estragos para proceder à recuperação das pontes


ADAMANTINA - As duas pontes no Córrego Tocantis, proximidades da Usina de Lixo e Empresa Couroada; a passagem sobre Córrego Oriente, sentido Casa do Garoto; e a ponte que liga a Estrada Nelson Romanini à vicinal Plácido Rocha, no bairro Lagoa Seca, foram completamente destruídas pelas fortes chuvas que atingiram Adamantina na madrugada desta quarta-feira (13).

De acordo com os produtores rurais destes bairros mais atingidos, choveu cerca de 100 milímetros em menos de 6 horas. O Adamantina em Pauta percorreu todos os pontos destruídos e constatou que a Prefeitura já começa a agilizar o processo de reconstrução pontes.
“Estamos identificando os locais afetados e a partir daí teremos um plano de trabalho. Hoje será um dia de estudos e de inspeção. Não podemos iniciar os serviços de recuperação com essa chuva. A previsão de início das obras é para semana que vem”, adianta o secretário Reinaldo Turra Júnior (Planejamento).

Segundo Turra, a ponte sobre o Córrego do Rancho, sentido Usina de Lixo-Couroada, também foi atingida. Parte da cabeceira da passagem ficou destruída, impedindo o tráfego de veículos de um lado da pista. Se a chuva continuar, a ponte corre o risco de desabar, deixando os funcionários daquela empresa isolados. A interdição de parte da pista aconteceu logo pela manhã.

“Essa ponte é relativamente nova, mas já apresenta um buraco num dos lados. Por isso acontece a interdição. As duas passagens sobre o Córrego Tocantins serão mais fáceis de serem reconstruídas, pois a estrutura não desmanchou, apenas saiu do lugar e caiu na água. No entanto, no Córrego Oriente a situação pode ser pior”, ressalta o secretário.

Ruas de terra podem desaparecer com as chuvas. Parque Itamarati é um dos mais atingidos pelas chuvas em Adamantina

Se as ruas pavimentadas já sofrem com as fortes chuvas, imaginem as vias de terra. No Parque Itamarati, região leste de Adamantina, moradores criticam a demora da Prefeitura em aplicar o asfalto. Com o grande volume de água nas últimas semanas, as passagens podem ficar assoreadas.

Marcos Costa mora há menos de 6 meses no bairro. O pouco tempo de vivência no local já traz a certeza de que a rua é intransitável. “Alguns carros se arriscam nessa rua, mas é complicado. Como não há asfalto há muita erosão e assoreamento. Passar ali é um desafio. O problema é que isso desvaloriza as casas da rua e prejudica os moradores do bairro”, reclama.

Entre 2008 e 2009, a Prefeitura recuperou pelo menos 70% das ruas do bairro. No entanto, 10% das vias ainda estão sem asfalto. Por esse motivo, os moradores reclamação tanto. “Recapear algumas ruas e deixar outras não é a solução. Desde o surgimento do bairro ninguém tomou providência”, disse outro morador.

O presidente da Associação de Moradores do Itamarati, Donizete Lima de Aguiar, afirma já ter conversado com o prefeito Kiko Micheloni sobre o problema. O asfalto deve chegar às ruas do bairro até o fim deste ano. “Pelo menos foi isso que ele disse. É preciso ter calma porque a Prefeitura está buscando recursos”, justificou.

Fonte: Eduardo Graboski / do Adamantina Em Pauta

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