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Após licença médica, prefeito de Monte Castelo volta ao cargo
Nossa Lucélia - 06.01.2010
MONTE CASTELO - Depois de dois meses afastado do cargo de prefeito de Monte Castelo alegando necessidade de um tratamento de saúde, Odair Sílis (PMDB) retomou a chefia do Executivo na última segunda-feira (4). Ele é suspeito de exigir propina na execução de uma obra pública e, voltando à função, já pode ser convocado pela Comissão Especial de Investigação (CEI) instaurada pela Câmara Municipal da cidade, que ainda não sabe quando isso irá ocorrer.
Imagens divulgadas em 3 de novembro mostraram o prefeito recebendo R$ 4 mil do dono de uma empreiteira contratada para construir uma creche na cidade, com verba de R$ 1 milhão repassada pelo governo federal. A denúncia partiu do próprio construtor, Edgar Gomes Ribeiro, que venceu a licitação e, segundo ele, passou a ser pressionado pelo chefe do Executivo para pagar propina.
Depois disso, o Ministério Público Federal (MPF) decidiu abrir um inquérito para apurar denúncia de improbidade administrativa e a Câmara Municipal criou uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar as denúncias. Diante da situação, no dia 5 de novembro o prefeito pediu licença de dois meses do cargo para fazer um tratamento médico.
Odair Sílis não foi localizado na prefeitura de Monte Castelo, mas funcionários informaram que ele retornou ao cargo na segunda-feira (4), quando teria passado no paço, cumprimentado os servidores e saído do local. Nesta quarta (6), ainda segundo funcionários, ele estaria numa reunião em Tupi Paulista, como prefeito da cidade.
A presidente da CEI da Câmara, vereadora Ana Lúcia Marinho (PT), informou ao Portal que ainda não se sabe quando o prefeito será convocado a depor, porque a comissão ainda não teria recebido os documentos pedidos à polícia. “Hoje [quarta-feira, 6] teremos uma reunião da CEI e assistiremos ao vídeo com as cenas do prefeito. Também solicitamos material à Polícia Federal e ao Tribunal Regional Federal, mas até agora não recebemos, isso tem dificultado os trabalhos”, afirma ela.
A comissão tem 120 dias, contados de sua criação, para concluir os trabalhos, que podem ainda ser prorrogados, caso seja necessário. “Se recebermos logo os materiais que solicitamos, creio que nem seja necessário prorrogar, acho que conseguimos fechar nos 120 dias”, diz a Ana Lúcia.
Fonte: do Portal do Ruas / Thiago Ferri
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