Golpistas agem na região como representantes do "Bolsa Família"
Nossa Lucélia - 21.11.2009


TUPÃ - A Polícia Civil de Tupã faz um alerta à população, para que fique atenta caso receba a visita de pessoas estranhas, identificando-se como representantes do programa “Bolsa Família”. Isso aconteceu na vizinha cidade de Queiroz, sendo que ao perceber o golpe, a vítima procurou imediatamente a Delegacia para registrar ocorrência de preservação de direitos.

A vítima, uma dona de casa de 50 anos de idade, informou que no final do mês passado estava em sua casa quando recebeu a visita de três pessoas, sendo duas moças e um rapaz, que se apresentaram como sendo do programa “Bolsa Família”.

Essas pessoas estavam muito bem vestidas e com um carro de cor preta, aparentando ser um Astra. Uma das moças entrou na residência, com uma balança e fita métrica, e passou a pesar e medir a altura de seu neto, de apenas cinco anos de idade, alegando que o procedimento se fazia necessário para o “cadastramento” da criança no programa “Bolsa Família”, mantido pelo governo federal.

Depois disso, pediu o RG e CPF da dona de casa, e com os documentos em mãos, cadastrou as informações em um notebook, sendo que antes de deixar o local, ainda pediu para a vítima assinar um papel, orientando-a a procurar o Fundo Social de Queiroz depois de 15 dias, com a carteira de vacinação do neto, pois o menino já estaria cadastrado no programa.

Ao procurar o Fundo Social de Queiroz, a dona de casa foi informada que o programa "Bolsa Família" não utiliza esse procedimento para o cadastramento de seus beneficiários, e que as pessoas que a visitaram são estelionatárias.

São pessoas que agem de má fé, percorrendo cidades pequenas do interior, gozando de um grande poder de convencimento sobre suas vítimas. Com os dados pessoais da vítima e até a assinatura da mesma, vários tipos de golpes podem ser praticados.

Neste caso, em especial, a dona de casa disse que não é aposentada e que não possui nenhum bem em seu nome. Mesmo assim, procurou a Delegacia para registrar ocorrência de preservação de direitos, a fim de se proteger de futuros problemas que possam ocorrer em seu nome.

O caso serve de alerta à população em geral, para que não permita a entrada de estranhos em suas casas e tampouco dê atenção a desconhecidos, mesmo que estejam muito bem vestidos. Caso recebam a visita de pessoas se dizendo fazer parte de programas sociais mantidos pelos governos federal ou estadual, o mais sensato é que acionem a polícia, a fim de que o assunto seja esclarecido. Isso pode evitar futuros problemas de ordem financeira.

 



Fonte: do Bastos Ja


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