Polícia apura caso da empresária encontrada morta em Adamantina
Nossa Lucélia - 13.11.2009
Polícia Civil continua investigando o caso da empresária encontrada morta
ADAMANTINA - Os médicos legistas concluíram que a empresária Maria Angélica Stafuzza, encontrada no rio Aguapeí no dia 10 de agosto, ingeriu bebida alcoólica antes de morrer. A informação faz parte do laudo inicial, elaborado pelo IML (Instituo Médico Legal) de Adamantina. Segundo a delegada responsável pelo caso, Rita de Cássia Gea Sanches, esses dados podem ajudar na conclusão do inquérito policial.
Os exames apontam como indeterminada a causa da morte da empresária. Os médicos concluíram que não havia secreção na abertura do pulmão, dando a entender que não houve afogamento. No entanto, segundo a delegada, um cadáver não apresenta excreção quando fica de bruços por muito tempo. “Por isso não podemos afirmar se ela se afogou”, adiantou.
Por esse motivo, a delegada enviou ofício ao IML perguntando se a hipótese de afogamento pode ser descartada por completa. A resposta deve ser encaminhada em até 30 dias. Apesar de ouvir as testemunhas e analisar os laudos, Rita diz que muitos mistérios rondam o caso e por isso as investigações continuam. A Polícia ainda trabalha com as três hipóteses: suicídio, latrocínio (roubo seguido de morte) e homicídio.
Ainda conforme a conclusão do laudo, as vísceras foram examinadas pelos médicos legistas. Nenhuma substância tóxica foi identificada. No entanto, foi constatado que a vítima apresentava 0,5 decigramas de álcool etílico por litro de sangue. Questionada se Maria Angélica teria ingerido bebida alcoólica para consumar o suicídio, a delegada foi pontual. “É uma hipótese. Não podemos concluir isso de imediato”.
Detalhes
A Polícia Civil informou que a vítima havia emprestado cheques de pessoas da cidade na mesma semana em que morreu. Além disso, tinha uma dívida, cujo valor ainda não foi divulgado. O caso está cada vez mais perto de uma conclusão. Uma testemunha, de índole incontestável, afirma que Maria Angélica chorava enquanto dirigia o carro no dia em que ela desapareceu.
Fonte: do Adamantina Em Pauta / Eduardo Graboski
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