Bancáriosde Tupã e região decidem hoje adesão à paralisação nacional
Nossa Lucélia - 24.09.2009
TUPÃ - O Sindicato dos Bancários de Tupã e Região, realizam hoje assembléia para decidir a deflagração de greve por prazo indeterminado já a partir a zero hora do dia 25 de setembro. A posição do sindicato reflete a movimentação da categoria após a quinta rodada de negociação, quando o Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta rebaixada e insuficiente apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
De acordo com o sindicato, a proposta foi rejeitada porque os bancos propuseram repor apenas a inflação (4,5% de reajuste), sem aumento real, pagamento de PLR inferior à do ano passado. A Fenaban também não ofereceu nenhuma valorização dos pisos salariais e nem proteção aos empregos. Também foi negado auxílio-educação e querem reduzir o auxílio-creche/babá de 83 para 71 meses.
Por todos estes motivos, o Comando Nacional comunicou a rejeição desta proposta e solicitou a apresentação de nova para ser avaliada pelos bancários em assembléias por todo o país. Caso os bancos mantenham esta proposta rebaixada, o comando orientará a deflagração de greve nacional por tempo indeterminado, em todos os bancos.
De acordo com a categoria, pelo sexto ano seguido os banqueiros estão forçando os trabalhadores a fazerem greve, sendo que ano após ano a Fenaban estaria desrespeitando as reivindicações de seus funcionários, restando à categoria parar para conquistar mais.
Ainda segundo os bancários, no momento em que vários setores da economia estão fechando acordos com aumento real de salário, é inaceitável que os bancos, os que mais lucraram no primeiro semestre, ofereçam apenas a reposição da inflação e uma PLR que é menor do que os bancários receberam no ano passado. Além disso, os bancários deixaram claro à Fenaban que um acordo este ano passa por garantias de emprego, valorização dos pisos salariais e implementação de políticas que melhorem as condições de trabalho e de saúde, o que inclui o combate ao assédio moral e o fim das metas abusivas.
Fonte: Bastos Já/Folha do Povo
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