Arquiteta assassinada em Tupã foi sepultada ontem em Marília
Nossa Lucélia - 03.09.2009

TUPÃ-

05h17

 

Foi sepultado ontem no início da tarde em Marília, no Cemitério Parque das Palmeiras, o corpo da arquiteta Aparecida Valéria Antonelli Colnago, vítima de assassinato na última segunda-feira. Seu corpo foi encontrado enterrado em uma mata, ao lado de um canavial na estrada do Picadão, nessa terça por volta das 17h50, depois de o assassino, o pedreiro Reginaldo Calil Sanches, de 32 anos, ter confessado o crime.


Valéria era divorciada, namorava outro arquiteto em Bauru e deixou seus dois filhos, um rapaz de 18 anos e uma jovem de 21 anos.

 

De acordo com o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Washington Luiz Muzzi, Reginaldo foi encontrado pela polícia em sua casa por volta das 14 horas. O pedreiro teria ido à residência de Valéria por volta das 13 horas de segunda-feira, supostamente para tratar de uma dívida de R$ 60. Na primeira versão dos fatos, consta que ambos haviam se desentendido e o acusado agredido a vítima, que teria batido a cabeça na pia, o que explicaria as manchas de sangue encontradas no interior do veículo.

 

Já numa versão mais esclarecedora, após a queda, ele teria tentado sair da residência, mas encontrou o portão da frente trancado. Como era elétrico, retornou à cozinha para abri-lo. Viu Valéria golfando sangue e com dificuldades de respiração, a embrulhou em tapete de crochê e com o joelho em seu rosto, a sufocou até que parasse de se mexer e resmungar.

 

Ele limpou o sangue da cozinha, com uma toalha de papel, que colocou em uma sacola plástica, que foi dispensada na mata, onde enterrou o corpo. Com uma faca cortou um pedaço do varal de secar roupas e amarrou suas mãos, cobriu-a com um roupão, e a colocou no banco traseiro do veículo. Como continuava a se mexer pegou um enxadão de jardim que estava em um banheiro dos fundos da residência e lhe deu dois golpes na cabeça.

 

Após as agressões, ele saiu com o carro sem saber para onde ir. Pegou a estrada do Picadão, viu a mata e decidiu enterrá-la. De volta a Tupã, por volta de 15 horas desta segunda-feira, deixou o veículo com a mala, roupas, e notebook de Valéria, nas proximidades do Terminal Rodoviário e foi para casa.




(Fonte: do Bastos Ja e Folha do Povo - Tupã)










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