Outra versão - Hospital de Tupã nega erro em atendimento de três bebês mortos durante o parto
Nossa Lucélia - 01.09.2009

TUPÃ - A direção do Hospital São Francisco de Assis, em Tupã, e a obstetra plantonista dra. Silvia Gomes de Andrade negaram erros no atendimento a 3 gestantes, que no fim de semana perderam os bebês durante o parto. Uma delas foi Márcia Regina Mion, que obteve nesta segunda-feira licença do hospital para acompanhar o velório da filha recém-nascida, que morreu dentro da barriga da mãe durante o trabalho de parto.

Para a médica que atendeu o caso, um descolamento de placenta acarretou falta de oxigênio para o bebê. Já para a mãe, foi a negligência do hospital que matou a criança. Ela ficou 9 horas esperando condições para o parto normal. Uma outra gestante, procedente de Bastos, também foi internada em Tupã. De acordo com a médica, o bebê faleceu por problemas de má formação.

Só neste final de semana 3 crianças morreram no Hospital São Francisco de Assis, que é referência em parto humanizado na região.

O terceiro caso foi de uma grávida de Parapuã, que segundo a obstetra plantonista já chegou ao hospital com o feto sem vida. Ela seria hipertensa e estaria a dias sem tomar os medicamentos de controle. A família não descarta erro médico.

A Dra. Silvia Gomes de Andrade definiu o ocorrido como uma fatalidade. Os três partos foram normais, explica a médica, "primeiro por causa do feto morto, diagnosticado previamente, então a indicação é não fazer uma cesária para não tirar da mãe a possibilidade de uma gravidez; o segundo caso, a mãe estava em trabalho de parto e não havia nenhum diagnóstico prévio ao parto que contra indicasse a evolução do parto normal, tanto é que ele acabou acontecendo; e no terceiro caso, principalmente pelo fato de ser um nenêm prematuro."

Segundo Antonio Brito, administrador do Hospital, técnicamente a médica tomou todos os cuidados. “Ela fez o que deveria ter feito, a gente não pode acusar que houve erro médico”, concluiu. A polícia civil aguarda exames de corpo de delito nos bebês para abrir inquérito e apurar as responsabilidades. O laudo deve sair em 15 dias.


(Fonte: do OCnet - TV TEM)

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