Casos de leishmaniose triplicam em Tupã e agentes intensificam fiscalização
Nossa Lucélia - 11.01.2019
Todos os casos de 2018 foram registrados no mesmo bairro e um homem de 25 anos morreu por causa das complicações
TUPÃ - Os agentes de saúde de Tupã (SP) estão intensificando as visitas aos moradores depois da cidade registrar nove casos de leishmaniose em 2018. Esse número é três vezes maior que o total registrado em 2017. Todos os casos do último ano foram registrados no mesmo bairro e um homem de 25 anos morreu por causa das complicações.
A doença mudou a rotina da costureira Maria de Fátima Teodoro. "Eu comecei a emagrecer, meu cabelo começou a cair, estava sentindo canseira, desanimo. Ai procurei médico", conta.
Há seis meses o diagnóstico de leishmaniose assustou a costureira que sempre deixou o quintal em ordem. "Eu não tenho animal, mas do meu quintal eu cuido, agora os vizinhos, as pessoas do meu bairro têm que se conscientizar , porque senão cuida, às vezes não é a própria família que passa por problema, é o vizinho, é o parente", lamenta Maria.
Os agentes estão vistoriando as casas na Vila Formosa, onde teve o último caso positivo confirmado. Os agentes de combate a endemias saem a caça de qualquer material que possa servir de criadouro do mosquito palha, transmissor da doença.
"A gente orienta, vê se o local tem acumulo de fruta, às vezes a pessoa faz poda de árvore e deixa no canto da parede, que fica úmido. Então a gente sempre está orientando o morador a fazer a poda, limpeza do imóvel, não deixar acúmulo de fezes do animal. O mosquito gosta de tudo isso, local sombrio e úmido", explica a agente Janaína Cristina Gonçalves.
Os cachorros com sintomas da leishmaniose, como queda de pelo, crescimento exagerado das unhas e feridas pelo corpo, são submetidos a exame de sangue. A equipe faz a coleta na casa.
“Nós fazemos a coleta de sangue para verificar se tem leishmaniose. Através da portaria do ministério a gente faz a eutanásia do animal mediante teste rápido e confirmatório", explica o responsável pelo Centro de Zoonoses Robson Luís Pereira da Silva.
Fonte: Bauru e Marília>
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