Ponte sobre o Rio Paraná segue sem liberação de tráfego
Nossa Lucélia - 10.08.2009

Oito meses depois da conclusão das obras, falta de acessos impede liberação do tráfego

PAULICÉIA - A ponte sobre o Rio Paraná, que liga os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, tem dois quilômetros de extensão, 200 metros de altura no ponto mais alto, duas mãos de direção em pista única, mas nenhum veículo trafegando sobre ela. A obra custou cerca de R$ 165 milhões aos cofres públicos e foi concluída em dezembro de 2008. Mais de oito meses depois, moradores das cidades que vivem às margens do rio ainda precisam de balsas para atravessar de um lado para o outro.

Quem vive em Paulicéia, do lado paulista, ou Brasilândia, do lado sul-matogrossense, paga R$2 reais para cruzar o rio se estiver a pé. Já para os veículos as tarifas variam de R$35 a R$100. O motivo da não liberação do tráfego é que falta a construção de acessos de asfalto à ponte em ambos os lados. O governo paulista, que custeou 60% da obra, os outros 40% foram investidos pelo governo federal, alega que esta obra não é mais de sua responsabilidade.

Os moradores preparam uma manifestação para cobrar a liberação do tráfego pelo menos para veículos menores. Ou que os governos banquem os custos da balsa enquanto a ponte não é ativada. Este pedido, entretanto, será negado pelo governo paulista. O vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman, atribuiu mais uma vez esta responsabilidade ao governo federal.

“O governo paulista não vai pagar pela balsa. O rio é de responsabilidade do governo federal, portanto esta discussão deve ser travada entre os usuários e o governo. O nosso trabalho está pronto”, disse.

Por enquanto, não há previsão para a liberação da ponte. Segundo o vice-governador, nem mesmo a licitação para o início das obras foi feita.

(Fonte: OCnet / Eduardo Ross)

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