Júri popular condena a oito anos de prisão motociclista embriagado que matou jovem osvaldocruzense em acidente em Parapuã
Nossa Lucélia - 21.04.2018


Pena estabelecida para Gilvan de Assunção Barros foi decidida em julgamento em Osvaldo Cruz. Crime ocorreu em janeiro de 2015 e vítima chegou a ser arremessada a sete metros após a colisão


OSVALDO CRUZ - O homem acusado de matar um jovem de 27 anos em um acidente de trânsito com uma motocicleta no ano de 2015 foi condenado em júri popular na tarde desta sexta-feira (20), em Osvaldo Cruz. Gilvan de Assunção Barros recebeu uma pena de oito anos de reclusão no regime fechado.

Na época do crime, o resultado do exame de sangue apontou que ele estava embriagado e com a capacidade psicomotora alterada.

Conforme informações do Fórum da Comarca de Osvaldo Cruz, a condenação de Barros foi fundamentada no artigo 121 do Código Penal, que trata sobre o crime de homicídio e prevê pena de seis a 20 anos de reclusão.

O julgamento durou mais de seis horas e terminou por volta das 15h50, sob a condução da juíza Ruth Duarte Menegatti.

Ao G1, o advogado Flávio Aparecido Soato, que atua na defesa de Gilvan de Assunção Barros, informou que não concorda com a condenação do tribunal do júri pelo reconhecimento de homicídio doloso. Segundo ele, na visão da defesa, caberia o enquadramento por homicídio culposo na direção de veículo automotor.

Soato ainda esclareceu ao G1 que não concorda com a pena imposta e a caracterizou como “muito alta”. Ainda conforme o advogado, a defesa entrará na Justiça com um pedido de habeas corpus para que Barros possa recorrer da decisão em liberdade.

O CASO - A vítima, Marcelo Henrique Vernoschi, estava na casa do cunhado, em Parapuã, quando ocorreu o acidente no dia 31 de janeiro de 2015. Os dois foram até a calçada, quando a motocicleta conduzida por Gilvan de Assunção Barros, na época com 44 anos, veio pela contramão, invadiu a calçada, bateu no carro que estava estacionado e atingiu o jovem, que era morador de Osvaldo Cruz.

Vernoschi foi arremessado a sete metros após ser atingido pela motocicleta. Ele foi socorrido e levado para a Santa Casa de Parapuã e morreu no trajeto que fazia pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel de Lucélia à Santa Casa de Marília (SP), para onde era transferido. O corpo, então, retornou para o município de Parapuã.

O condutor da motocicleta não era habilitado e, segundo a Polícia Civil, apresentou odor etílico, desequilíbrio e olhos avermelhados. O autor do acidente não chegou a ser detido, pois a morte da vítima aconteceu após o fechamento do Boletim de Ocorrência. O laudo do exame de sangue feito no condutor apontou que ele estava embriagado e com a capacidade psicomotora alterada, segundo a Polícia Civil.


Fonte: Do G1 Presidente Prudente

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