Anti-Doping - De Rose diz que não há desculpa: 'Atletas são responsáveis pelo que é injetado'
Nossa Lucélia - 06.08.2009
REGIÃO - Membro da Agência Mundial Antidoping (Wada, em inglês), o médico brasileiro Eduardo De Rose disse que é difícil um atleta flagrado com eritropoietina recombinante (EPO) não a ter usado intencionalmente e que o desconhecimento não influi na pena. Nesta quarta-feira (5), o treinador Jayme Netto assumiu a culpa pelo doping de Bruno Tenório, Jorge Célio Sena, Josiane Tito, Luciana França e Lucimara Silvestre.
Eles estavam na Alemanha se preparando para o Mundial de Atletismo, que começa no dia 15, em Berlim. Retornaram ao Brasil e aguardam a contra-prova. "O desconhecimento não influi na pena. Não é um argumento de defesa no meio esportivo, pois o atleta assume a responsabilidade pelo que está sendo injetado", disse De Rose.
De Rose explicou que a substância tem que ser aplicada em injeções diárias e que o efeito dura 90 dias. O exame antidoping, solicitado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT), foi realizado no dia 15 de junho. "São injeções intra-musculares, normalmente no antebraço. Os atletas costumam começar a usar a substância 90 dias antes da data da performance. Ela faz uma limpeza grande", explica.
A eritropoietina recombinante faz parte da primeira geração do (EPO): foi descoberta em 1988, no Canadá. Ela estimula a produção de glóbulos vermelhos no sangue e aumenta a capacidade aeróbica. Na medicina, é indicada para pacientes renais crônicos, com o objetivo de combater fortes anemias. A pessoa perde água e o sangue fica pastoso. "Não é uma medicação fácil de obter. É indicada em pessoas que têm rim artificial ou que têm anemia forte", conclui.
(Fonte: do GN Online - P. Prudente - Texto: Carol Oliveira e Gabriele Lomba para o G1)
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