Prefeito de Valparaíso tem mandato cassado
Nossa Lucélia - 25.02.2018


Sessão precisou ter a Polícia Militar reforçando a segurança da Câmara Municipal


VALPARAÍSO - O prefeito de Valparaíso (SP), Roni Ferrarezi (PV), teve o mandato cassado na sexta-feira (23). Ele foi acusado pelos vereadores de crime de improbidade administrativa. A sessão que tirou do cargo o chefe do Executivo precisou ter a Polícia Militar reforçando a segurança ao redor da Câmara.

O prefeito disse que respeita a decisão da Câmara, mas que fica triste pelos vereadores não terem levado em consideração um laudo comprovando que a voz na gravação não era dele. Como ainda não foi notificado, por enquanto, ele segue no cargo. O prefeito disse ainda que só depois vai analisar se recorrerá ou não judicialmente dessa cassação.

A sessão começou com a leitura do relatório apresentado pela comissão processante. O relator do texto, o vereador Carlos Alexandre Pereira, do PPS, foi favorável à denúncia que já havia sido aprovada pelos três membros da comissão por dois votos a um.

A denúncia contra o prefeito Roni Ferrarezi (PV) foi feita em novembro do ano passado por um ex-secretário da Indústria e Comércio da atual gestão. O denunciante apresentou uma gravação feita durante uma suposta conversa que teve com o prefeito, onde teria sido convidado para participar de um esquema para fraudar licitações.

Em um trecho do áudio, que foi exposto no relatório da comissão processante, a conversa seria entre o prefeito o então secretário Edson Jardim Rosa e o chefe de gabinete Gustavo Tonani.

Em uma parte da gravação, a comissão afirma que o prefeito diz para montar uma empresa em nome de outra pessoa, que segundo a denúncia seria um laranja.

Em outro trecho exposto no relatório a denúncia cita um esquema para compra e venda de aves que seria intermediado por uma cooperativa.

Depois da leitura do relatório, quatro vereadores usaram a bancada para se pronunciar. Em seguida, o prefeito que acompanhava a sessão nos bastidores da Câmara foi convidado para fazer sua defesa. Ele tinha até duas horas para falar, mas usou apenas 15 minutos e questionou as acusações.

Ele também mencionou o fato do perito que analisou o áudio não ter identificado a fala como sendo dele. Depois do pronunciamento do prefeito os vereadores começaram a votação nominal: oito votaram a favor da cassação e três contra.


Fonte: Do G1 Rio Preto e Araçatuba

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