Granol está entre as empresas que mais cresceram em 2008
Nossa Lucélia - 30.07.2009
Empresa é uma das 250 maiores do país, segundo anuário da revista Exame
OSVALDO CRUZ - A empresa Granol ficou entre as três que mais cresceram entre 2007 e 2008, de acordo com o anuário da revista Exame da Editora Abril “Melhores e Maiores”. De um faturamento anual de R$ 860 milhões em 2007, que lhe rendeu a posição número 443 entre as 1000 maiores empresas brasileiras, a Granol saltou para a 250ª. colocação em 2008 com faturamento de R$ 1,7 bilhão, quase 100% a mais.
O salto no faturamento rendeu à Granol a 3ª colocação entre as empresas que mais evoluíram em relação ao ano anterior. A produção de biodiesel ocorrida a partir do final de 2007 foi o principal fator que contribuiu para o crescimento da empresa. “Faturamos 41% a mais do que em 2007” , disse o advogado Cláudio Tonol, representante da empresa.
O advogado afirmou que a partir de 2003 a Granol ampliou os investimentos no setor produtivo. Dobrou a capacidade de produção em Anápolis (GO), adquiriu uma unidade em Bebedouro (SP) e em 2006 comprou uma fábrica em Cachoeira do Sul (RS).
Mas foi a partir da produção de biodiesel que a Granol teve a necessidade de esmagar mais soja e passou a produzir biodiesel com nabo forrageiro. A capacidade de produção foi ampliada com a abertura das unidades de Anápolis e Cachoeira do Sul.
Em 2007 a Granol esmagou 800 mil toneladas de soja e em 2008 os números saltaram para 1,4 milhão de toneladas do produto. “Sem dúvida a Granol é uma empresa pioneira na produção de biodiesel no Brasil. Hoje somos referência para o governo federal inspecionar outras empresas no segmento”, disse Tonol. Atualmente a Granol tem 1.200 colaboradores. Em 2004 eram 800 funcionários e o crescimento se deu devido ao início de produção do biodiesel.
Agricultura Familiar
O salto de faturamento devido ao início de produção do biodiesel rendeu ainda mais renda a todo um setor produtivo da soja. A Granol aderiu ao programa de apoio à Agricultura Familiar e hoje assiste e firma parceria com cerca de 6 mil famílias distribuídas nas cidades paulistas de Assis e Birigui e ainda nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio Grande do Sul.
“O programa prevê nosso suporte técnico desde a seleção de sementes, plantio até a comercialização da soja. Além de garantirmos o preço de mercado aos produtores, ainda pagamos de R$ 1 a R$ 2 por saca de soja produzida. Isso garante uma renda extra de até R$ 300 por família ao mês”, explicou Tonol. Com a adesão ao programa de Agricultura Familiar, a Granol conseguiu o selo de Combustível Social.
Osvaldo Cruz
Atualmente o centro administrativo/financeiro da Granol está na unidade de Osvaldo Cruz. Isso garante a geração de novos postos de trabalho, com 230 funcionários entre a indústria e a administração.
Há um planejamento em andamento para que a empresa invista em Osvaldo Cruz a implantação de uma das unidades de produção de biodiesel. “Mas esbarramos num problema da Secretaria da Fazenda do Estado reter parte do ICMS que recolhemos e que poderia ser utilizado em novos investimentos como a unidade de Osvaldo Cruz. Temos hoje mais de R$ 50 milhões presos ao ICMS e estamos pleiteando a liberação”, disse Tonol.
Caso a empresa implantasse em Osvaldo Cruz a unidade de biodiesel a Granol poderia ampliar de 230 para 400 os postos diretos de trabalho. “Isso sem contar na geração de tributos para a cidade. Certamente Osvaldo Cruz daria um salto, por exemplo, em sua participação no FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que é um repasse federal de acordo com a geração de impostos federais”, disse Tonol. (Fonte: OCnet - Giuliano Panvéchio)
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