Quarto lugar
Para Olavo Morales Garcia, 4ª colocação de Osvaldo Cruz seria impossível sem contratar atletas de fora

Nossa Lucélia - 28.07.2009

OSVALDO CRUZ - Parte da torcida osvaldocruzense ao acompanhar uma partida de futebol de campo feminino pode ter sentido um certo estranhamento. Isto porque não conhecia nenhuma das jogadoras que estavam em campo defendendo sua cidade. É que a delegação de Osvaldo Cruz não era formada só por jogadores nascidos ou que moram no município. São atletas contratados pela Secretaria de Esportes para defender a cidade nos Jogos Regionais.

Entretanto, a prática não é exclusiva da delegação osvaldocruzense. Até mesmo cidades maiores, como Marília e Presidente Prudente, contrataram atletas para a disputa dos Jogos. Muita gente acredita que com esta prática, os atletas estariam perdendo a identificação com a cidade que defendem. Mas para o secretário de Esportes, Cultura e Turismo de Osvaldo Cruz, isso não acontece. “Nós podemos comprovar este fato na final do vôlei masculino. Somente dois jogadores eram de Osvaldo Cruz e, mesmo com a medalha de prata, não faltaram garra e dedicação dos atletas”.

A quarta posição conquistada pela cidade nos Jogos Regionais 2009 mostra que os atletas contratados tiveram a mesma dedicação dos que vivem na cidade, segundo o secretário. “Tivemos que contratar atletas de fora senão seria impossível chegar a essa posição”, disse.

Projetos
Mesmo com a boa posição alcançada pela cidade na 53° edição dos jogos, a cidade deve ter menos atletas contratados nos próximos eventos esportivos. “A cada ano vamos contratar menos atletas e usar mais jogadores de nossa cidade. Este é um trabalho a longo prazo. Quem sabe daqui há cinco anos, somente pratas da casa estarão nos Jogos Regionais”, afirmou Olavo.

Em funcionamento desde abril, uma parceira com a ONG Bola Pra Frente e a prefeitura municipal possibilitou a implantação do projeto Segundo Tempo na cidade. Cerca de 600 crianças da rede municipal de ensino são atendidas em modalidades esportivas como basquete, futebol, handebol, vôlei e atividades recreativas e educativas após as aulas.

Mesmo tendo um caráter social, o projeto pode ser um celeiro de novos atletas. E quem sabe, diminuir o número de atletas contratados nas próximas competições esportivas. “Nada impede que o projeto desperte em alguma criança o talento para prática do esporte. De uma maneira geral o projeto Segundo Tempo acaba ajudando”, finalizou.

(Fonte: Da Ocnet )


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