Decisão da Justiça quer impedir prática de cartel em postos de combustíveis de Tupã
Nossa Lucélia - 02.12.2017


Justiça determina que postos de Tupã parem de combinar os preços. Liminar atende representação do MP e determina que 11 postos parem de praticar o mesmo preço na região. Empresários têm 15 dias para recorrer


TUPÃ - Na cidade, esta semana, o litro da gasolina em um dos postos era vendida a R$ 4,09 o litro, e o etanol a R$ 2,79. Em um posto vizinho, o preço da gasolina era o mesmo e preço do etanol R$ 0,10 mais caro.

Para os promotores, essa situação caracteriza a prática de cartel, termo que significa uma espécie de “acordo” entre os empresários para cobrar o mesmo preço pelo combustível.

O MP foi provocado por um morador de Tupã que não se conformou com a política de preços de combustíveis.

O advogado André Gustavo Zanoni de Castro percorreu todos os postos do município e entrou com uma representação no MP.

“Tirei fotos de todos os preços e levei para o promotor porque, a meu ver, o que está acontecendo aqui em Tupã é uma forma de cartel velado", disse o advogado.

Além de a investigação levantar a situação dos preços, o promotor de Justiça ouviu dois donos de postos que contaram que em Tupã existem reuniões entre os empresários do setor para unificar os preços.

Por lei, o preço do combustível não pode ser tabelado para permitir a livre concorrência. A liminar determina multa de R$ 5 mil por dia em caso de descumprimento da decisão da Justiça.

Os donos dos postos de combustíveis já foram condenados a pagar indenização à Justiça no valor de R$ 50 mil por danos morais aos consumidores e contra a economia popular.

Assim que forem notificados, os empresários terão 15 dias para recorrer da decisão.


Fonte: Do G1 Bauru e Marília

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