Após a realização de testes de DNA, Polícia Civil constata troca de bebês recém-nascidos na Santa Casa de Panorama
Nossa Lucélia - 15.09.2017


Crianças foram devolvidas às suas verdadeiras famílias nesta quarta-feira (13). Provedora do hospital lamentou o ocorrido


PANORAMA - A Polícia Civil concluiu, após a realização de testes de DNA, que houve a troca de dois bebês recém-nascidos na Santa Casa e Maternidade de Panorama. Na manhã da quarta-feira (13), na sede da Delegacia da Polícia Civil em Panorama, as crianças foram "destrocadas" e devolvidas às suas verdadeiras famílias.

Os dois bebês do sexo masculino nasceram no dia 19 de agosto deste ano, na Santa Casa e Maternidade de Panorama. A Polícia Civil começou a investigar o caso depois de ter sido procurada pela mãe de um dos meninos que relatou uma diferença na pulseira fornecida pelo hospital para a identificação do seu filho que já indicava uma "troca".

O delegado responsável pelo caso, Eliandro Renato dos Santos, explicou ao G1 que, inicialmente, solicitou um teste de DNA para o pai, a mãe e o primeiro bebê envolvido e o resultado revelou 100% de incompatibilidade genética entre eles.

Depois disso, também foi feito o exame de DNA na outra família – mãe, pai e bebê – e o resultado demonstrou que, de fato, não eram os pais da criança.

"Dois enfermeiros foram ouvidos e apontaram quem teria sido a enfermeira que teria trocado os bebês. Ela disse que, por um equívoco, pegou o bebê de um berço e o deu para a mãe, sem atentar para a pulseira que a criança usava", explicou o delegado ao G1.

Na manhã desta quarta-feira (13), um psicólogo esteve na delegacia para conversar com as famílias e orientar-lhes sobre a situação. A "destroca" dos bebês também foi acompanhada por outros familiares, além das mães, e representantes do hospital.

O delegado contou ao G1 que pretende encaminhar até a próxima semana ao Fórum de Panorama a conclusão das investigações sobre o caso.

Segundo ele, será imputada à enfermeira envolvida no caso a conduta prevista no artigo 229 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O texto da lei trata como crime “deixar o médico, enfermeiro ou dirigente de estabelecimento de atenção à saúde de gestante de identificar corretamente o neonato e a parturiente, por ocasião do parto”.

HOSPITAL - A provedora da Santa Casa e Maternidade de Panorama, Silvana Monteiro, lamentou o ocorrido e informou ao G1 que o hospital já tomou "todas as providências internas necessárias de responsabilidade da entidade".

De acordo com Silvana, o hospital "vai dar todo o suporte psicológico necessário às famílias". "Diante da gravidade da situação, vamos remodelar o quadro de funcionários. Todas as providências já estão sendo tomadas. Colaboramos em 100% com a própria polícia", esclareceu a provedora ao G1.

Em uma nota de esclarecimento divulgada na tarde desta quarta-feira (13), Silvana Monteiro afirmou que a entidade instaurou sindicância interna para a apuração do caso, questionando e ouvindo todos os envolvidos. Ela lembrou que, no início, a suspeita era de que tivesse havido a troca das pulseiras de identificação dos dois recém-nascidos.

“Após o término desta sindicância, o fato foi encaminhado ao departamento de Polícia Civil do município para que se desse andamento ao processo de investigação”, enfatizou.


Fonte: G1 Presidente Prudente

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