Em volta ao mundo, luceliense revela lugares perigosos, exóticos e lindos
Nossa Lucélia - 26.08.2017
Gabriel Pozzetti Albuquerque pretende voltar ao Brasil mais ou menos em setembro/outubro para dar continuidade aos seus estudos
SÃO PAULO - O jovem luceliense Gabriel Pozzetti Albuquerque, 23, hoje residindo em São Paulo, está dando a volta ao mundo, bem ao estilo que o escritor francês Júlio Verne, gostaria de fazer. Semana retrasada ele esteve na Tailândia, e na última sexta-feira (18), viajou para a Irlanda.
Em entrevista por e-mail ao site www.nossalucelia.com.br, o Gabriel relatou sobre suas aventuras por diversos países do mundo.
“Decidi conhecer o mundo por várias questões. Não apenas para ver belas paisagens, assim como mostram as fotos do meu Facebook, e sim por uma questão de autoconhecimento. Ao abrir a mente e o coração, automaticamente você se vê em um processo contínuo de praticar o amor pelo outro ser humano (independente da raça ou classe social), de descobrir seus limites, de aprender a lidar com os seus medos, de viver de uma forma mais simples, que consequentemente te ajudará a mudar diversos defeitos de caráter (inveja, ganância, preconceito...). E, com certeza, também em busca de lugares paradisíacos, conhecer e absorver novas culturas, aprender novas línguas, conhecer pessoas diferentes e sempre manter o contato (exemplo, se eu quiser ir amanhã para a maioria dos países europeus, ou até mesmo para países que estão passando por guerras civis, como o Iraque ou Paquistão, sei que terei alguém para contatar ou até mesmo ter um lugar pra dormir sem precisar gastar. Fonte dos contatos/amizades que faço durante minhas viagens”, explicou.
Os meios de transporte utilizados por ele vão desde os tradicionais aviões e ônibus. Porem, na última viagem no sudeste asiático, ele decidiu fazer algo diferente, e que é comum nos Estados Unidos ou Europa, pegar carona na estrada.
“Foram kms e kms pegando mais de 30 caronas pela Tailândia, Camboja e Vietnã. As caronas foram em caminhões que transportavam tijolos, peixes, telhas. Camionetas. Carros de família. Até em barco eu peguei carona”, explicou Gabriel.
No Vietnã, comprou uma moto (Yamaha nouvo, 125 cc), e atravessou o país de sul a norte, cerca de 2.000km. No país de H? Chí Minh, ele encontrou no meio do caminho duas aventureiras do Canadá e começaram a fazer a aventura juntos. Em Hanoi, capital vietnamita, a moto foi vendida e aventura continuou.
O gosto pela aventura começou aos 18 anos. De mochilão pela América do Sul (Bolívia, Chile e Peru), que foi financiado com dinheiro do seu primeiro trabalho.
“Em 2015 fui estudar e trabalhar na Irlanda por 1 ano, onde tive a oportunidade de viajar pelo país todo e também por grande parte da Europa e África. Agora em 2017 fui convidado para trabalhar em uma escolinha de futebol na Tailândia, onde consegui juntar um dinheiro (ensinando futebol para crianças asiáticas) para a melhor viagem da minha vida até então, Tailândia, Camboja e Vietnã. Na Tailândia também tive a belíssima oportunidade de fazer um trabalho voluntário na área de futebol com crianças de um orfanato, na cidade de Pattaya”, explicou.
Ele relata que já conheceu os seguintes países: Argentina, Paraguai, Bolívia, Chile, Peru, Irlanda, Espanha, Bélgica, Holanda, França, Mônaco, Itália, Vaticano, Croácia, Alemanha, Marrocos, Portugal, Hungria, Pais de Gales, Inglaterra, Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã.
O trajeto mais perigoso que ele fez foi de bicicleta na Bolívia, em uma estrada mundialmente conhecida como "estrada da morte, famosa pelos seus penhascos.
Sobre os lugares mais exóticos e perigosos que conheceu, ele relatou: “Foi no Vietnã. Por ter viajado com uma moto e cruzar o pais de sul ao norte, posso falar que conheço de verdade esse país. A estrada mais exótica que peguei foi no meio do país a 5 kms da fronteira com o Laos. Teve um momento que estava completamente sozinho, já estava a mais de 40 km dirigindo a moto e não vi sequer uma pessoa, ou meio de transporte, e sim uma das melhores paisagens da minha vida. Posso dizer que o Vietnã é um pais completo em beleza natural. É muito comum se deparar com belíssimas montanhas com um magnifico rio no meio, cercado de grandes plantações de arroz. Incrível!!
Gabriel finalizou a entrevista com uma frase: “O mundo é lindo e a maioria das pessoas são boas.” Ele pretende voltar ao Brasil mais ou menos em setembro/outubro para dar continuidade aos seus estudos.

Fonte e Fotos: Marcos VazniacVoltar para Home de Notícias
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