Empresa investe R$ 700 mil em laboratório da Santa Casa de Tupã
Nossa Lucélia - 21.07.2009
TUPÃ - Já está funcionando o novo laboratório de análises clínicas da Santa Casa de Tupã. O laboratório foi terceirizado e recebeu investimentos de R$ 700 mil apenas em equipamentos. O espaço ocupado pelo laboratório está sendo reformado para melhor atender a população da cidade e da região.
Acompanhado pelo vereador Valdir de Oliveira (PDT), pelo secretário de Saúde Antônio Brito e pelo vice-prefeito César Donadelli, prefeito Waldemir conheceu o novo laboratório, equipado com tecnologia de ponta para realizar aqui mesmo no município exames de alto nível, como contagem de leucócitos e de plaquetas e sequenciador de DNA, entre inúmeros outros.
Exames que levariam sete dias para obter o resultado, no laboratório da Santa Casa eles ficam prontos em apenas um dia, isso graças à tecnologia dos equipamentos, os mesmos utilizados em laboratórios de ponta, como o Fleury. Apenas uma das máquinas instaladas no laboratório do hospital, orçada em R$ 250 mil, é capaz de realizar 100 mil exames por mês.
"Os equipamentos operados pelo laboratório da Santa Casa são de última geração e estão entre os mais precisos, o que nos permite um nível de sensibilidade e especificidade muito maior, com alto grau de acertos", explica Alexandre Saes, administrador do LIM (Laboratório de Imunologia de Marília), comandado pelo empresário tupãense Marcelo Ortega Ruiz, proprietário de outros dois laboratórios de análises clínicas de ponta no Estado, um em São José dos Campos e outro em São Paulo.
"O empresário Marcelo pretende transformar Tupã em centro de referência em patologia da microrregião, que possa fornecer à população prestação de serviços de qualidade e permitir o a serviços sem a obrigatoriedade de deslocamento para outras cidades, como Marília e Presidente Prudente. Quem ganha com isso é a população", observa o vereador Valdir, que no início do ano foi procurado pelo empresário para apresentar sua proposta ao prefeito Waldemir.
Além do investimento em equipamento, o empresário está investindo em recursos humanos, através de treinamento aos funcionários do laboratório. O chefe do laboratório da Santa Casa é o biomédico Rodrigo Ortega, da Unesp de Botucatu, acostumado com a tecnologia dos laboratórios de ponta.
"Hoje, a metodologia utilizada é a química seca", informa o biomédico, que explica que quanto mais rápido for entregue o resultado do exame, mais rápido será o diagnóstico e o início do tratamento do paciente. Entre os aparelhos disponíveis no laboratório, está o aparelho que permite a diferenciação da icterícia fisiológica da patológica, único no Brasil que faz esse tipo de exame. "Ele consegue distinguir se o recém-nascido está com icterícia normal ou patológica".
Outra vantagem é que o laboratório da Santa Casa atenderá de forma igualitária tanto os pacientes de convênios como do SUS. "A tecnologia utilizada para realizar exames de convênios e particulares será a mesma para os exames da rede pública de saúde, tanto do SUS como do município", reforça Alexandre Saes.
Fonte: Andréia Simões / do GN Online - Presidente Prudente
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