Aparecimento de cobras na área urbana dobra em Adamantina
Nossa Lucélia - 17.03.2017


Na última semana, pelo menos duas cobras apareceram próximas a residências em Adamantina, no Jardim Primavera e no Parque Universitário


ADAMANTINA - O aparecimento de cobras em áreas urbanas em períodos quentes é bastante comum. Entretanto, a constância de diversas espécies nestes locais revela certo desequilíbrio ambiental e coloca a população em alerta.

Na última semana, pelo menos duas cobras apareceram próximas a residências em Adamantina, no Jardim Primavera e no Parque Universitário. Os dois casos não constam na relação de ocorrências do Corpo de Bombeiros, que em março capturou répteis no Jardim Brasil e no Parque do Sol.

Levantamento da Corporação aponta ainda que o aparecimento de cobras dobrou em um ano, passando de três em fevereiro de 2016, para seis no mesmo período de 2017. No acumulado deste ano, os casos chegam a 11, mas o número pode ser maior. “Houve pelo menos outras 10 ocorrências em que fomos acionados, mas ao chegar ao local não encontramos o animal para ser capturado, o que não consta no levantamento”, explica o cabo Valente.

Os casos são geralmente registrados nas extremidades do município. Parque do Sol, Distrito Industrial e Jardim Bela Vista foram alguns dos bairros que os répteis foram encontrados, principalmente dentro das residências, mas há relatos de aparecimento também no centro da cidade. “As serpentes gostam de se entocar, portanto o acúmulo de lixo, entulho, madeira é um prato cheio para um bom esconderijo de cobras”, alerta.

E foi essa situação relatada pelos moradores do Jardim Primavera e Parque Universitário nas redes sociais, que cobraram limpeza das áreas verdes próximas aos bairros. “Já cansei de reclamar na Prefeitura. A frente da minha casa parece um lixão, até cobra aparece aqui. Cadê o prefeito e os vereadores que não fazem nada?”, cobrou Alexia Merloti.

O levantamento do Corpo de Bombeiros traz outro alerta a população: as espécies de répteis encontradas geralmente são venenosas, como a Jararaca, que somente este ano apareceu em três casas da cidade.

A corporação orienta que nunca se deve ter contato com o animal ou tentar capturá-lo. No ano passado, um homem, de 32 anos, ficou mais de um mês internado ao tentar remover o réptil do meio da rua no Parque dos Pioneiros. “Não se deve segurar as serpentes com as mãos. Mesmo quando mortas, suas presas continuam sendo um risco de envenenamento. Outra orientação é que também nunca se deve matar o animal, que não é um criminoso. Ele aparece devido ao desequilíbrio da natureza. Por isso, deve-se ligar para o Corpo de Bombeiros, que iremos até o local fazer a captura e soltá-lo em uma mata fechada longe da área urbana”, explica.

E, caso for picado por uma cobra, a dica é manter a calma, deitar e pedir ajuda, ou ligue para o resgate. “Se ficar nervoso, sair correndo, o metabolismo é acelerado e a ação do veneno é mais rápida. Leve sempre a cobra ou uma foto para que o animal seja identificado no hospital.

Existem quatro gêneros de serpentes peçonhentas no Brasil e um antiveneno específico para cada um destes gêneros”.


Fonte: Do GI Notícias

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