Futsal feminino do Oeste Paulista atrai "olheiros" de vários clubes brasileiros
Nossa Lucélia - 26.01.2017
Caroline (de Lucélia) aos 15 anos jogou em Balneário Camboriú. Depois em Brusque e agora com 18 anos defende um time de Criciúma (SC) e tem planos de atuar na seleção brasileira
REGIÃO - O talento das jogadoras de futsal da região de Presidente Prudente tem atraído a atenção de vários clubes brasileiros. Em Osvaldo Cruz, na Nova Alta Paulista, onde será realizada uma seletiva da modalidade no próximo domingo (29), um projeto conta com cerca de 40 atletas e algumas delas já atuam em equipes de outros Estados. Para combater o preconceito ainda existente em relação às mulheres no futebol, as "meninas" demonstram em quadra que o esporte pode ser praticado por todos, independente do sexo.
Segundo o técnico Rogério Adriano Lopes, que comanda um projeto de futsal masculino e feminino em Osvaldo Cruz, os bons resultados obtidos em campeonatos regionais e os destaques individuais são alguns dos fatores que têm atraído a atenção dos times de outras regiões do país. 
“O futsal feminino está crescendo na nossa região. Recentemente, cinco atletas foram para o Barateiro Futsal, que é um conceituado clube de Brusque (SC) e que possui jogadoras de alto nível. Também temos representantes em Minas Gerais. Na categoria sub-17, existem atletas capazes de jogar em equipes federadas. Todos os anos, os clubes mandam representantes para descobrir novos talentos aqui (Oeste Paulista)”, explicou o treinador.
Um dos casos mais recentes é o da fixo Ana Beatriz Oliveira Silva, de 16 anos, que mora em Rinópolis. No ano passado, a jogadora fez um teste na equipe de Santa Catarina e agora aguarda resposta para fazer parte do elenco sub-17.
“O nível das jogadoras da região é muito bom e a maioria delas tem chamado a atenção de grandes clubes. Fiz o teste em agosto de 2016, com a ajuda da minha técnica Andreia Duarte, e gostaram de mim, mas o time já estava fechado. Agora estou aguardando ser chamada para essa temporada”, explicou Bia.
Em 2014, aos 15 anos, Caroline Anizia Regino Teixeira foi um destes destaques. De Lucélia, a jogadora atuou por um time de Balneário Camboriú (SC) e, logo em seguida, foi contratada pelo clube de Brusque. Atualmente, aos 18 anos, a atleta defende a camisa de um time de Criciúma (SC) e tem planos de atuar na seleção brasileira.
“As atletas da região são muito boas e estão despertando o interesse de vários clubes. As meninas têm um talento incrível e isso é muito bom para a região. O que falta, muitas vezes, é o incentivo e apoio financeiro, mas talento elas possuem. Atualmente, jogo de volante no campo e de fixo no salão, e quero chegar à seleção brasileira”.
PRECONCEITO - Há algum tempo que o futebol deixou de ser um esporte exclusivo para os homens, porém, mesmo com a presença cada vez maior de mulheres na modalidade, ainda existem “brincadeiras” em relação ao assunto.
“A gente sempre ouve que futebol é coisa para homens, mas eu já superei e tenho a consciência de que isso sempre vai existir. A diferença é como a gente age em relação ao preconceito. Muitas levam para a agressividade, mas eu prefiro demonstrar em quadra o que sei fazer”, explicou Ana Beatriz.
“Hoje em dia ainda tem preconceito, mas ele diminuiu bastante e, inclusive, está aumentando o número jogadoras”, concluiu o técnico Rogério Adriano Lopes.
Fonte: Valmir Custódio _ Do Globo Esporte.comVoltar para Home de Notícias
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