Andarilho é espancado e queimado vivo em Adamantina
Nossa Lucélia - 28.05.2009

ADAMANTINA - Uma viatura da Polícia Militar se deslocou por volta das 21 horas desta terça-feira, 26, até à avenida Rio Branco, região central de Adamantina, para verificar um incêndio de pequenas proporções em uma residência abandonada, localizada ao lado da agência do Banco do Brasil, em frente à praça Élio Micheloni. Os bombeiros foram chamados e contiveram o fogo, que se alastrava pela garagem do local. Depois de apagado o incêndio, os militares localizaram um corpo totalmente carbonizado entre as cinzas de móveis da garagem.

Os policiais procuraram por informações com Francisco Augusto de Camargo Júnior, de 27 anos, que é conhecido frequentador do local e tem, em sua ficha policial, duas acusações de homicídio. O rapaz confessou ter assistido ao crime e disse que o assassinato teria sido cometido por Roberto Pereira da Silva, vulgo “Tico Preto”, de 40 anos, juntamente com Ageu Mathias Borges, de 55 e Edson Gama, conhecido como “Nico Gama”, de 28.

O CRIME - Segundo Francisco, os homens teriam espancado um rapaz apelidado de “Chimbica”, andarilho, com socos e chutes e, na sequência, com a vítima desacordada, teriam colocado sobre ele um colchão e ateado fogo. Depois do depoimento de Francisco, os policiais saíram à procura dos acusados e encontraram “Tico Preto” na região central de Adamantina e, com ele, dois isqueiros no bolso, além da constatação de sangue nos sapatos e na calça. Ele foi preso em flagrante.

OUTRAS PRISÕES - Os outros dois envolvidos, Ageu e “Nico Gama”, também foram localizados, confessaram o crime e receberam voz de prisão, sendo encaminhado à Cadeia Pública de Presidente Venceslau. A vítima, conhecida apenas pelo apelido de “Chimbica”, ainda não foi oficialmente identificada devido ao estado do corpo. O caso foi encaminhado ao 2º Distrito Policial de Adamantina. O boletim de ocorrências da Polícia Militar não esclarece a causa que teria levado os acusados a cometerem o homicídio doloso, mas o desentendimento pode estar relacionado ao uso de entorpecentes. O local do crime é frequentado por usuários de drogas. Caso condenados, os envolvidos podem receber pena de seis a 20 anos de prisão por homicídio doloso, ou seja, quando há intenção de matar. (Fonte: Daniel Torres)


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