Prefeito de Adamantina anuncia que vai sancionar aumento salarial de 55%
Nossa Lucélia - 11.05.2016
Chefe do Executivo explicou que índice é necessário devido à defasagem. Prefeitura também decretou contenção de gastos para 2016
ADAMANTINA - O prefeito de Adamantina, João Eduardo Barbosa Pacheco (PSDB), afirmou ao G1 na tarde desta quarta-feira (11) que vai sancionar o projeto de lei que trata da mudança salarial para os cargos de prefeito, vice-prefeito e secretários municipais referente ao exercício de 2017 a 2020. A proposta foi aprovada pelo Legislativo e o aumento, no caso do prefeito, passa dos 55%.
Conforme o chefe do Executivo, o aumento, principalmente do prefeito, “é necessário” devido à defasagem em relação à categoria de professores universitários que atuam na cidade. “Os professores não podem ter subsídio maior do que o do prefeito e o valor [R$ 18 mil] não excede ao que se pratica em outros municípios”, explicou ao G1. Ele ainda salientou que não será beneficiado com o aumento, já que não estará à frente da Prefeitura no ano que vem, pois não se candidatará ao cargo na eleição municipal de 2016.
De acordo com a Câmara Municipal, no projeto inicial, o salário do prefeito seria reajustado para R$ 14,3 mil, mas, devido a uma emenda modificativa, o valor subiu para R$ 18 mil. O do vice-prefeito também foi alterado de R$ 4.950, pago atualmente, para R$ 3,3 mil, o que representou uma redução de 33,33%. Os parlamentares também aprovaram, em sessão extraordinária nesta quarta-feira (11), um aumento de 25,25% para os secretários municipais. O salário atual é de R$ 4.950 e passará para R$ 6,2 mil.
DECRETO - Também nesta quarta-feira (11), a Prefeitura de Adamantina decretou a contenção de gastos para este ano. Conforme Pacheco, a redução foi “obrigatória”. “Estamos em uma condição financeira delicada e acumulada. Além disso, a falta de recebimento de verbas estaduais e federais deixou o caixa negativo e, assim, não tenho como fazer tudo o que é necessário”, explicou ao G1.
No entanto, mesmo com a redução dos gastos, o chefe do Executivo informou que manterá prioridades, entre elas, as folhas de pagamento dos servidores, a saúde e a educação do município, bem como a coleta de lixo. “Estamos em uma crise econômica grave, em geral”, afirmou.
Sobre a arrecadação atual da Prefeitura, Pacheco explicou que a receita própria pode chegar aos R$ 12 milhões ao ano, porém, com o grau de inadimplência, a expectativa de recebimento é de 50%. “Inclusive, recentemente fizemos o Programa de Recuperação Fiscal e houve apenas 10% de adesão”, lembrou.
Já em relação às dívidas do município, ele afirmou que já conseguiu reduzir o montante de R$ 4,5 milhões para R$ 4,1 milhões.
Fonte: Stephanie Fonseca _ Do G1 Presidente PrudenteVoltar para Home de Notícias
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