Polícia Civil faz reconstituição de crime contra tupãense encontrada morta em Iacri
Nossa Lucélia - 08.04.2016
A vítima desapareceu em janeiro e seu corpo foi encontrado em um canavial no começo da noite do dia 7 do mês passado
IACRI - A delegada Milena Davoli de Nabas Melo, titular da Delegacia de Investigações Gerais de Tupã (DIG) e Delegacia de Polícia Civil de Iacri, realizou nesta quarta-feira (6), a reconstituição do crime contra a tupãense Elisangela Aparecida Dias Rodrigues, 27 anos. A vítima desapareceu em janeiro último e seu corpo foi encontrado em um canavial no município de Iacri, no começo da noite do dia 7 do mês passado.
“A reconstituição e uma diligência que os delegado podem realizar dentro de um inquérito com a finalidade de esclarecer algumas dúvidas que restaram durante a investigação. Ela foi realizada no local do crime, com a presença do indiciado que colaborou fornecendo a sua versão aos peritos que puderam então reconstruir a cena, revelou a delegada.
A delegada Milena Davoli de Nabas Melo completa que como a reconstituição é feita com base na versão do indiciado “o que não quer dizer que esta é realmente a verdade do que aconteceu no dia do crime. Nós fizemos a reconstituição e a versão que ele - acusado - deu aos peritos será agora confrontada com os laudos periciais daquilo que a gente localizou no dia em que o corpo da vítima foi encontrado e com o laudo necroscópico que vai ser fornecido pelo IML e a partir daí teremos condições de afirmar se a versão do indiciado é verdadeira ou não”.
O CRIME - O corpo da tupãense foi localizado, após a prisão do acusado do crime, que já havia sido identificado e estava com prisão decretada. O indivíduo foi preso em Guararapes (SP) e escoltado para o município de Iacri, onde confessou o crime e levou a Polícia Civil até o canavial onde havia deixado o corpo da tupãense.
Na época a delegada Milena Davoli de Nabas Melo disse que o caso foi esclarecido a partir da localização do celular da vítima. "Desde o registro do desaparecimento desta jovem nós suspeitávamos de que havia algo de mais grave por trás do sumiço dela. Logo que iniciamos as investigações, conseguimos identificar o celular da vítima em posse de um rapaz - acusado - que reside em Piacatu. Conseguimos imagens onde aparece o carro do rapaz, e por meio de dados tecnológicos conseguimos comprovar que ele - acusado - era o principal acusado do crime”.
A delegada informou ainda que o indivíduo, que estava escondido na residência de familiares em Guararapese, já era procurado pela polícia. “Com as provas, nós solicitamos a prisão do acusado que foi decretada pela justiça há vários e hoje conseguimos cumprir o mandado de prisão, pois ele - acusado – estava foragido e escondido com apoio da família".
Ainda segundo Milena Davoli de Melo o acusado indicou o local onde estava o corpo da vítima. "Nós apuramos no local que a moça teve o pescoço amarrado com pedaços de tecidos, a pés de cana e devido a isto o corpo não se deslocou mesmo com as chuvas, permanecendo no mesmo local onde foi deixado o que facilitou encontrar os restos mortais".
A delegada disse ainda na ocasião que "como o rapaz não forneceu muitos detalhes do que aconteceu, agora dependemos dos laudos dos médicos legistas que vão estabelecer o que aconteceu e revelar a causa da morte. Ele alega apenas que foi fazer um programa sexual com a menina, houve desentendimento por conta de valores e acabou agredindo a vítima e deixando ela desacordada no canavial”.
A tupãense Elisangela Aparecida Dias Rodrigues, que desapareceu quando saiu de casa para trabalhar, deixa dois filhos. Os restos mortais foram trazidos para o IML (Instituto Médico Legal) de Tupã para ser periciado e sepultado pelos familiares.
Fonte: Do Bastos JáVoltar para Home de Notícias
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