MPT e MTE fiscalizam usina e recolhem documentos trabalhistas
Nossa Lucélia - 23.03.2016
Visita surpresa à Companhia Flórida foi realizada nesta quarta-feira (23). Auditores cogitam a possibilidade de a empresa ser autuada
FLÓRIDA PAULISTA - Uma equipe formada pelo Ministério Público de Trabalho (MPT) e pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MPE) de Presidente Prudente esteve, nesta quarta-feira (23), na Usina Companhia Flórida, a antiga Floralco, em Flórida Paulista, com o objetivo de fiscalizar denúncias e a falta do cumprimento do pagamento de salários e rescisões de contratos trabalhistas.
A equipe formada pela procuradora Renata Aparecida Crema Botasso, do Ministério Público do Trabalho, e por dois auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego entrou na empresa por volta das 9h30. Na saída, por volta das 10h30, a procuradora relatou que documentos relativos aos contratos dos funcionários foram recolhidos.
Através de nota, o MTE informou que os auditores recolheram documentações referentes às contratações dos trabalhadores e a atrasos de pagamento das verbas rescisórias e que deu prazo, até terça-feira (29), para que a empresa apresente o restante da documentação exigida.
De acordo com o MTE, a partir disso será feita toda a lavratura dos autos de infração das eventuais irregularidades encontradas.
A procuradora Renata Aparecida Crema Botasso também informou que pedirá uma liminar à Justiça para que os salários e as rescisões sejam pagos correta e imediatamente. A Polícia Civil também será acionada, uma vez que há indícios de que a migração dos trabalhadores do Nordeste do país para Flórida Paulista foi ilegal e criminosa.
A equipe ainda visitou os alojamentos onde os trabalhadores ficaram abrigados por mais de dois meses. Nesta terça-feira (22), ex-funcionários relataram ao G1 que nos locais faltavam água, energia elétrica e sanitários, além de a alimentação ser inadequada.
Na noite desta terça-feira (22), cerca de 200 ex-funcionários que prestavam serviços para a Usina Companhia Flórida retornaram para os estados do Piauí (a 2,3 mil km de distância) e do Maranhão (a 2,4 mil km), onde residiam, após fazerem um acordo com a empresa.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Flórida Paulista, cada trabalhador aceitou receber R$ 650 e a empresa disponibilizou ônibus para o transporte dos migrantes aos seus estados de origem, no Nordeste do país. No entanto, a entidade destacou que o acerto dos salários atrasados e das rescisões corresponde entre R$ 2 mil e R$ 6 mil para cada trabalhador.
OUTRO LADO - O G1 tentou contato com algum representante da Usina Companhia Flórida nesta quarta-feira (23), mas foi informado por um segurança de que ninguém que poderia falar sobre o assunto estava presente na empresa.
Fonte: Do G1 Presidente PrudenteVoltar para Home de Notícias
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