Notificado em Adamantina o primeiro caso suspeito de zika em gestante
Nossa Lucélia - 02.03.2016

Mulher grávida está na 24ª semana de gestação e apresenta sintomas da doença

ADAMANTINA - A Secretaria Municipal de Saúde de Adamantina notificou ontem (1º) um caso suspeito de zika vírus em Adamantina, e envolve uma gestante de 26 anos, moradora na Vila Cicma, que está na 24ª semana de gestação.

De acordo com informações obtidas pelo SIGA MAIS, o procedimento adotado segue uma padronização fixada pelo Ministério da Saúde. Os materiais para exame já foram colhidos e encaminhados para exames laboratoriais.

Dentro dessa padronização, a primeira investigação é pra dengue. Sendo positiva, seguirá o tratamento para este diagnóstico. Sendo negativa, aí segue para a investigação de zika, o que exigirá o tratamento específico, preconizado pelas autoridades de saúde. Pelo menos hoje (2), não há previsão de retorno dos resultados.

Segundo a Vigilância Epidemiológica local, a gestante apresentou os sintomas característicos da doença, que por sua vez são bastante similares a dengue e chikungunya. O que levou à suspeita de zika é identificação desses sintomas similares, acrescido pela ocorrência de conjuntivite.

O principal modo de transmissão descrito do vírus Zika é pela picada do Aedes aegypti, transmissor, também, da dengue e chikungunya. A maior ação de combate é a eliminação de locais que possam acumular água e favorecer a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

ZIKA E MICROCEFALIA - O Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus Zika e a microcefalia. O Instituto Evandro Chagas, órgão do ministério em Belém (PA), encaminhou o resultado de exames realizados em um bebê, nascida no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e tecidos, foi identificada a presença do vírus Zika. Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial.

As investigações sobre o tema, entretanto, continuam em andamento para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez. O achado reforça o chamado para uma mobilização nacional para conter o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação doença.


Fonte: Do Sigamais.com

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