Presidente da Câmara espera que a população se manifeste sobre redução de salários dos vereadores
Nossa Lucélia - 01.02.2016

Adilson Ballardini (PV) fala sobre o último ano da atual legislatura, que começa hoje, 1° de fevereiro

OSVALDO CRUZ - A Câmara de Osvaldo Cruz volta a se reunir em caráter ordinário na próxima segunda-feira. 1° de fevereiro, para iniciar os trabalhos do último ano da atual legislatura. Juntamente com a volta aos trabalhos, a expectativa é de que os 13 vereadores da atual legislatura convivam, novamente, com a pressão por redução em seus vencimentos, além da redução no número de cadeiras do Legislativo local.

Os temas foram votados e rejeitados ainda em 2015 e o presidente da Câmara de Osvaldo Cruz, Adilson Ballardini (PV), acredita que um novo pedido de redução dos salários e do número de vereadores deva partir de uma iniciativa popular.

“Esperamos que a população se manifeste. se há alguma inconformidade com o salário [dos vereadores] que está alto ou absurdo. Mas, eu não vejo por ai. O vereador tem que fazer por merecer o seu subsídio”, destacou Ballardini, que citou ainda o fato de que, em 2015, por conta da crise econômica, o número de emendas caiu.

“Praticamente não houve emendas, mas nós corremos atrás, enviamos ofícios, mas os deputados não receberam as emendas para nos repassar. O que tivemos foram algumas verbas de emergência vindas do próprio Governo”, explicou Ballardini.

Ainda de acordo com o presidente da Câmara, o atual salário dos vereadors não tem interferência na situação econômica da cidade.

“Quanto aos vereadores ganharem mais ou menos, isso não está influenciando na economia da cidade. A cidade não está travada, em crescimento, devido aos salários dos vereadores”, pontuou Ballardini.

CÂMARA NEGA AUMENTO - No dia 11 de janeiro deste ano, o portal G1 da Rede Globo, trouxe em sua página regional de Presidente Prudente, uma matéria dando conta de que a Câmara de Osvaldo Cruz estaria negando, para 2016, o aumento de salário para os vereadores.

A justificativa, segundo a publicação é de que o país enfrenta um período de grande recessão econômica e financeira, instalada desde o final do ano de 2014.

Segundo a medida, como a previsão para a estabilização econômica e financeira do país é de médio a longo prazo, considerando que a recessão gerou um aumento no número de desemprego, bem como desencadeou elevação nos índices da inflação, além da diminuição das arrecadações nas três esferas do governo, inclusive, com o corte dos repasses de verbas obrigatórias, entendeu-se que essa seria a melhor decisão a ser tomada com base ao princípio constitucional da economicidade.

Com isso, ficou decidido que a Câmara dos Vereadores suspendeu a aplicação da revisão anual do subsídio dos vereadores a que se refere uma lei municipal em vigor desde dezembro de 2011. Os atuais salários - de R$ 3.944, para o presidente do Legislativo, e de R$ 3,5 mil, para os demais 12 vereadores - serão mantidos, sem alteração.

De acordo com o chefe da Casa de Leis, como o ato foi tomado por ele, a medida não precisou ser votada pelos demais vereadores.

NOVA SEDE - Ainda durante a entrevista, o presidente Adilson Ballardini confirmou que não será agora que a Câmara irá para sua nova sede – nos prédios cedidos pela Prefeitura, inicialmente projetados para recebrem o Memorial Municipal e o Centro de Múltiplo Uso.

Os dois prédios necessitam de diversos reparos na parte estrutural, além de adequações para poder receber tanto o plenário, quanto a parte administrativa da Câmara.

“Não houve tempo hábil [para as adequações] e tivemos muita chuva. Vamos ter que “corrigir” um prédio que novo”, lamentou Ballardini.

“São prédios que não foram feitos para receber a Câmara Municipal, por isso a necessidade dessas adequações. Esperávamos que desse tempo fazer esses trabalhos em janeiro, durante o recesso. Por isso, vamos fazer um trabalho com calma e só mudaremos para a nova sede com todas as adequações feitas”, finalizou Ballardini.



Fonte: Pedro Afonso - Jornal Cidade Aberta

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