Familiares protestam por condenação de mulher que atropelou sete pessoas
Nossa Lucélia - 14.10.2015


Acidente, em Santa Mercedes, causou a morte de uma menina de 9 anos. Nesta terça-feira (13), foi realizada audiência no Fórum de Panorama

PANORAMA - Foi realizada na tarde desta terça-feira (13) uma audiência de instrução e debates, no Fórum de Panorama, a respeito do caso da motorista Renata Cristina Menegassi, que atropelou sete pessoas, em Santa Mercedes, em agosto de 2012. O acidente causou a morte da menina Isabela Heloísa Ramos da Costa, de nove anos. Familiares das vítimas se reuniram em frente ao Fórum para uma manifestação silenciosa.

De acordo com a funcionária pública Eliane Ramos Zavatini, de 30 anos, que conversou com o G1, todos os envolvidos no acidente eram da mesma família e estavam reunidos em um aniversário. O acidente aconteceu no dia 26 de agosto de 2012.

“Fizemos uma manifestação silenciosa e calma, com a participação de 40 pessoas. Levamos faixas e cartazes para mostrar que não esquecemos. Crimes assim não podem ser esquecidos porque é daí que vem a impunidade”, afirmou Eliane, que é prima de Isabela.

Ela ainda contou que entre as vítimas estava a sua mãe, que teve um dedo de uma das mãos amputado. “Ela teve diversos pontos na cabeça e complicações. Ela acabou morrendo em janeiro do ano passado. Minha outra prima perdeu um pedaço do cérebro, possui uma válvula que vai da cabeça até a bexiga e tem dificuldade para andar. Minha irmã quase teve lesão permanente na coluna e uma outra vítima sofreu perfuração no rim, mas hoje está bem”, disse.

Eliane ressaltou que a família quer a condenação de Renata. “Queremos justiça, pois o dano que ela causou não tem como reparar. Nós não esquecemos e somos mais uma família vítima da imprudência”, destacou a funcionária pública.

A DEFESA - A reportagem do G1 também conversou com o advogado de Renata Cristina Menegassi, Antônio Araújo Silva. Ele afirmou que, nesta terça-feira (13), Renata e as testemunhas foram ouvidas e que a defesa e a acusação ainda apresentarão memoriais por escrito e, por conta disso, o julgamento ainda não foi feito.

O advogado ainda enfatizou que o caso é tratado como homicídio culposo e lesão corporal culposa. Sobre a versão de que sua cliente estaria embriagada no momento do acidente, ele destacou que o laudo do teste do bafômetro foi contestado e, por isso, não houve crime doloso.

“O que aconteceu é que ela estava conduzindo o veículo, passou em um buraco, bateu a cabeça, o air bag foi acionado e, em seguida, havia um desnível. Foi quando aconteceu a colisão com os outros carros”, explicou Silva.

Ele ainda salientou que Renata é habilitada, inclusive para veículos pesados. “O que aconteceu foi uma fatalidade e não imprudência”, finalizou.

O advogado informou que a sentença da Justiça sobre o caso deve sair em até 60 dias.

O CASO - Na época do acidente, Renata tinha 29 anos. Ela chegou a ser presa e indiciada por homicídio doloso, por dolo eventual, já que havia os indícios de que estava embriagada. Na ocasião, a Polícia Civil apurou que, antes do atropelamento, ela e o marido participavam de uma carreata e estavam cada um em um carro.

O esposo comentou com os policiais que ela dirigia em alta velocidade e estava com os três filhos no automóvel. Então, o homem interceptou a mulher. Testemunhas relataram que eles desceram dos veículos e houve agressões e ameaça de morte.

Renata alegou que, com medo do marido, entrou no carro e fugiu. Porém, no trajeto, ela perdeu o controle da direção do GM Astra e atingiu dois automóveis que estavam parados em frente a uma casa da Rua Princesa Izabel. Com o impacto, os veículos atingiram as sete pessoas que chegavam para uma festa no local.

A menina de nove anos ainda foi levada para o hospital de Tupi Paulista, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.


Fonte: Heloise Hamada _ Do G1 Presidente Prudente

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