Professores tupãenses são vítimas do falso curso de mestrado
Nossa Lucélia - 07.09.2015


Cerca de 250 pessoas da região teriam sido enganadas

TUPÃ - Alguns professores tupãenses estão entre as vítimas do falso curso de mestrado que seria ministrado em Marília e Pompéia. De acordo a polícia, o número de pessoas que caíram no golpe pode passar de 250, incluindo cerca de 13 professores de Tupã e Herculândia, que se matricularam para realizar o curso em Pompéia.

Uma mulher de 38 anos, moradora em Pompéia e que também seria professora, teria se apresentado como coordenadora do curso e é a principal suspeita de ter aplicado o golpe. Os cursos seriam realizados por um pólo de ensino à distância, que oferecia cursos de mestrado com suposto subsídio do Ministério da Educação. O golpe tinha como alvo professores de toda região e de todos os níveis, além de profissionais com graduação em busca do aprimoramento curricular.

O golpe começou a ser descoberto na última segunda-feira (31), quando professores contratados pelo falso polo para ministrar os cursos desconfiaram da existência da instituição. Na quarta-feira vários alertas sobre o golpe foram publicados nas redes sociais, orientando as vítimas a procurarem a polícia.

Em algumas horas dezenas de queixas foram apresentadas no Plantão Policial de Marília recebeu dezenas de queixas. Além dos 23 professores contratados para lecionar nos falsos cursos e dos alunos que se matricularam no curso de mestrado em Educação, diretores dos colégios que alugaram salas para o curso também foram enganados e procuraram a polícia.

Segundo a polícia, além de atrair o interesse dos professores pelo baixo custo, o esquema também conquistava a confiança dos envolvidos pela organização e profissionalismo da golpista, que chegaram a realizar aulas inaugurais em Marília e Pompéia para atrair a clientela.

O esquema também contava com plano de aulas, recibos pelos pagamentos e até um grupo no WhatsApp para reunir os alunos. Ainda segundo a polícia, até mesmo um site falso chegou a ser criado, utilizando como base uma página de uma instituição de ensino com nome semelhante.

O site foi desenvolvido por um rapaz de Quintana, que teria confirmado que havia sido contratado para desenvolver a página a pedido da suposta coordenadora do curso. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil.


Fonte: Folha do Povo

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