Acusados de matar casal adamantinense em Parapuã vão a júri dia 21
Nossa Lucélia - 17.08.2015


Assassinato do casal foi em dezembro de 2013 em propriedade rural 

PARAPUÃ - Está marcada para a próxima sexta-feira (21), às 9h, no Fórum de Osvaldo Cruz, a sessão do tribunal de júri em que serão levados a julgamento os réus confessos José Barbosa da Silva Filho e José Luís Francisco de Almeida, pelo assassinato do casal Daniel Molina Pozeti, na época com 21 anos, e Larissa Rossi Auresco, na época com 21, de Adamantina. Eles foram mortos no dia 28 de dezembro de 2013, na fazenda do pai de Daniel, em Parapuã.

O processo tramita na 1ª Vara da Comarca de Osvaldo Cruz. O crime contra o casal ocorreu na semana entre as festividades de Natal e Ano Novo, no final de 2013, quando a Policia Civil iniciou imediatamente as investigações. Dia 31 de dezembro daquele ano chegou aos dois suspeitos, que foram presos, confessaram a ação criminosa e deram detalhes das circunstâncias do assassinato.

Segundo informações, José Barbosa da Silva Filho e José Luís Francisco de Almeida serão levados a júri popular, onde o Ministério Público da Comarca de Osvaldo Cruz pretende obter a condenação de ambos por homicídio qualificado duas vezes com base no artigo 121, § 2º, incisos I (motivo torpe), III (meio cruel) e IV (dissimulação), bem como duas vezes no artigo 211 (destruir, subtrair ou ocultar cadáver), e no artigo 157, § 2º, inciso II (roubo praticado conjuntamente por mais de uma pessoa), bem como os artigos 29 e 69 (mais de uma ação, pratica dois ou mais crimes), todos do Código Penal, com o acréscimo das implicações impostas pela Lei dos Crimes Hediondos. Se condenados, poderão pegar pena máxima.

Na sessão do tribunal do júri a acusação será feita pela promotoria de justiça da Comarca de Osvaldo Cruz. Mesmo sendo réus confessos, terão oportunidade de defesa. Todo o processo deverá ser lido e cerca de 10 testemunhas serão ouvidas, além da possibilidade dos réus se pronunciarem, cabendo aos membros do tribunal do júri a decisão sobre serem culpados ou inocentes. Sendo declarados culpados, o juiz fixa a pena.

ENTENDA O CASO - O assassinato do casal Daniel Molina Pozeti e Larissa Rossi Auresco foi na madrugada de 28 de dezembro de 2013. Na noite anterior, 27, os réus José Barbosa da Silva Filho, na época com 48 anos, que era caseiro na fazenda do pai de Daniel, onde ocorreu o crime, e José Luís Francisco de Almeida, na época com 30 anos, e que dias antes havia prestado serviço eventual na mesma propriedade, estiveram em um bar, em Parapuã, onde decidiram matar o casal.

Com a decisão tomada pelos dois, ambos se dirigiram à fazenda, quando o caseiro José Barbosa chamou por Daniel, porém não foi atendido. Em seguida, José Luís se aproximou da residência de Daniel e chamou por ele, alegando que duas vacas estavam soltas na pista, convencendo-o ir até o local, e ao se aproximar do caseiro, que estava escondido, Daniel foi violentamente agredido e morto. Depois José Luiz foi buscar Larissa, que por sua vez já se aproximava com um veículo Saveiro. Ao parar, ela também foi abordada, agredida e morta. Daniel e Larissa não tiveram qualquer possibilidade de defesa.

Agindo com frieza, ao constatarem que o casal estava morto, os dois comparsas colocaram os corpos na caçamba da Saveiro, já com a intenção de desaparecerem com os mesmos. José Luís, ao perceber que estava com sangue na roupa, tomou banho na residência do caseiro, na fazenda, e trocou de roupa.

Na sequencia, com as vítimas colocadas na caçamba, José Roberto e José Luís entraram na residência do casal e retiraram vários objetos pessoais, como notebook, tablet, celular, perfume, roupas e outros, que foram colocados em uma bolsa e levados na caçamba do veículo, quando então se dirigiram até o lixão de Parapuã.

No lixão, esconderam os objetos subtraídos da residência, com o interesse de depois retornarem para buscá-los. Em seguida, retiraram os corpos do veículo e arrastaram até o meio do lixão, colocando sobre os mesmos folhas e galhos, despejando gasolina e ateando fogo.

Os corpos de Daniel e Larissa ficaram totalmente irreconhecíveis e só foram identificados, com segurança, a partir da comparação dos elementos dentários encontrados nos arquivos radiológicos do mesmos, apresentados por seus familiares.


Fonte: Do Sigamais.com

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