Prefeito se manifesta sobre polêmico cheque de R$ 276 mil
Nossa Lucélia - 21.07.2015


Cópia do cheque chegou a ser disseminado por meio de redes sociais [WhatsApp]

ADAMANTINA - “Aos olhos da Prefeitura tudo está tranqüilo. Trata-se do pagamento de uma dívida da Prefeitura com a Procuradoria Geral do Estado, e devido a impasses na negociação, foi depositado na conta do secretário [Neivaldo Marcos Dias de Moraes]. Não há nada de errado”. Foram com essas palavras que o prefeito Ivo Santos justificou a polêmica pela aparição de um cheque de R$ 276.259,50, depositado na conta bancária do referido secretário.

A declaração do chefe do executivo foi dada na última quarta-feira (15) em entrevista nas emissoras do Grupo Jóia de Comunicação. O objetivo era explicar o assunto, que tem ecoado por toda a cidade durante esta semana.

De acordo com cópia, que chegou até a ser disseminado por meio de redes sociais [WhatsApp], o tal cheque de exatos R$ 276.259,50 tem data de 5 de fevereiro de 2015 e está assinado por Neivaldo e por Ivo e consta que foi depositado na agência do banco do Brasil de Tupã-SP, porque, segundo justificativa diz respeito ao cumprimento de pagamento judicial à Justiça Federal instalada naquela cidade.

“Esse valor cujo limite máximo era de R$ 276 mil, poderia ser negociado, isto é, o secretário chegar lá na Procuradoria como sempre fez e negociar o montante para conseguir um desconto, mas se fosse determinado aquele valor inicial, ele pagaria para a Procuradoria Geral. Ocorre que eu assinei esse cheque, ele também assinou, depositou na conta e foi para São Paulo. Quando chegou lá, o juiz encarregado em fazer esse acerto foi aposentado, então Neivaldo voltou pra cá com esse depósito na conta e ficou na espera do 'pessoal' marcar outra audiência. Aí, até que isso fosse resolvido, o cheque continuou na conta. Ele foi para São Paulo, coincidentemente para uma reunião, e acertou a conta que não foi de R$ 276 mil, eles abaixaram para R$ 100 mil. Estivemos na reunião e nós nos comprometemos a recolher o restante do dinheiro assim que voltasse para Adamantina. O dinheiro foi recolhido com correção e multa. Mas nesse meio tempo os promotores daqui receberam uma denúncia de que estava demorando para pagar a procuradoria”, contou Ivo.

No dia 2 de fevereiro, como citou o prefeito, promotores de justiça estiveram na Secretaria de Finanças da Prefeitura de Adamantina e coletaram documentos oficiais para serem investigados.

“A Prefeitura não pagou o valor de R$ 276 mil, apenas R$ 100 mil, que foi o que entrou na conta da Prefeitura, e toda documentação está à disposição de quem quiser ver: o pagamento que foi feito à Procuradoria e o recolhimento dessa diferença corrigido com juros nos cofres da Prefeitura”, completou Ivo na entrevista.

Após a “visita”, o Ministério Público confirmou em documento enviado à Câmara Municipal que abriu inquérito civil para apurar o caso, no entanto, todo o processo relacionado ao assunto corre em segredo de justiça.

A fala do prefeito no rádio causou repercussão, já que afirmou a existência e revelou os detalhes da transação que envolve o “famoso” cheque.


Fonte: Da Folha Regional

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