Flora Rica tem maior taxa de redução populacional no Estado de São Paulo
Nossa Lucélia - 20.05.2015
Índice foi de -1,18% ao ano, entre 2010 e 2015, segundo a Fundação Seade. Prefeitura cita o desemprego como o principal motivo para a migração de moradores
FLORA RICA - Dentre os 645 municípios paulistas, Flora Rica foi a cidade com o maior taxa negativa de crescimento populacional. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (19) pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), o decréscimo foi de -1,18% ao ano, no período entre 2010 e 2015. Em 2010, eram 1.755 moradores e agora são 1.654.
Além do município da região, outras 113 cidades apresentaram as taxas negativas. A estimativa da Seade é de que, neste mês de maio, o Estado de São Paulo alcançou 43 milhões de residentes, um acréscimo de 1,7 milhão de pessoas em relação a 2010, conforme o Censo do mesmo ano.
Os dados são resultado do estudo feito pela fundação, que analisa a dinâmica populacional a partir dos principais componentes responsáveis pelo seu crescimento – fecundidade, migração e mortalidade. Com base nessa análise, foram realizadas projeções da população do Estado, até 2050.
Ainda conforme o estudo, no Estado de São Paulo, 96,3% da população reside em áreas urbanas. Os maiores graus de urbanização são registrados nas Regiões Metropolitanas de São Paulo (98,8%) e da Baixada Santista (99,8%) e na Região Administrativa de Ribeirão Preto (97,9%).
Em contrapartida, os menores índices ocorrem nas regiões de Registro, Sorocaba e Presidente Prudente. Todas com menos de 90% de suas populações vivendo em áreas urbanas.
ENCOLHEU - O prefeito de Flora Rica, Paulo Rogério Florentino de Faria (PSD), conhecido como Piriquito, afirmou ao iFronteira que esse encolhimento da população é porque a cidade é pequena. "O pessoal trabalhava nas usinas, onde houve uma mecanização. Antes tínhamos seis ônibus que levavam os trabalhadores rurais. Hoje é apenas um. São cerca de 250 pessoas que deixaram de ter emprego, numa cidade onde só a Prefeitura oferece emprego", explicou.
Ele ainda ressaltou que o plantio de cana de açúcar foi acabando com as pequenas plantações, porém, o Executivo já previa essa diminuição e está tentando conter a taxa negativa no crescimento populacional.
"Em 2009, no meu primeiro mandato, iniciamos a compra na área rural de um terreno para a construção de um distrito industrial, mas tive dificuldades com a aprovação pela Câmara Municipal e efetuamos a compra somente em 2013", relatou.
Entretanto, o prefeito enfatizou ao iFronteira que a "compra foi judicial" e o terreno está em nome da Prefeitura apenas provisoriamente. "Por isso, só dá para fazer alguma coisa lá com dinheiro municipal. Para firmar convênio com o Estado, a gente precisa ter o documento definitivo", pontuou.
Piriquito acredita que apenas com a oferta de emprego é possível manter a população na cidade. Além disso, ele citou que até o final do ano será entregue um conjunto habitacional com 50 casas populares. "Isso pode ajudar também. Estamos procurando fazer o melhor trabalho. Aos jovens, estamos oferecendo cursos de capacitação e tem dado retorno, pois, após o curso de cabeleireiro, três pessoas abriram salão de beleza. Mas são coisas pequenas", finalizou o prefeito ao iFronteira.
A REGIÃO - Na estimativa populacional para 2015, a Seade aponta 849.194 moradores na Região de Presidente Prudente, sendo 423.228 homens e 425.966 mulheres. Apenas Flora Rica tem menos de 2 mil habitantes. Com até 10 mil habitantes, são 31 municípios. Entre 10 mil e 20 mil habitantes, são nove cidades. Entre 20 e 30 mil, são sete municípios.
Entre as cidades mais populosas, estão Adamantina (33.879), Dracena (44.247), Osvaldo Cruz (31.134), Presidente Epitácio (41.835) e Presidente Venceslau (37.994). Presidente Prudente é o município mais populoso, com 214.805 moradores.
Fonte: Heloise Hamada _ Do iFronteira.comVoltar para Home de Notícias
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