Em 50 anos Produção de café na Alta Paulista tem queda de quase 96%
Nossa Lucélia - 19.05.2015

Dados foram disponibilizados pelo IBGE

REGIÃO - O café foi o principal responsável pelo desenvolvimento da Nova Alta Paulista. Com uma produção que chegou a aproximadamente 95 mil toneladas na década de 60, proporcionou o progresso econômico e populacional da região.

De acordo com o coordenador da agência do IBGE de Adamantina João Carlos Rodrigues, praticamente todos os desbravadores tinham seu plantio de café, pois ainda era uma terra virgem e sem colheita. “Muitos também aproveitavam para plantar produtos como algodão, amendoim e arroz”, diz.

Segundo João Carlos, na época, eram necessárias várias pessoas na lavoura e, por isso, inúmeras famílias vieram para as cidades da região, fazendo com que houvesse os povoamentos na Zona Rural. “Algumas dessas famílias trabalhavam em parceria com os proprietários e arrecadavam parte da produção”, explica.

Na década de 60, Adamantina chegou a produzir 21 mil toneladas de café. Osvaldo Cruz registrou produção de quase 19 mil toneladas e Flórida Paulista 13 mil toneladas. Outros municípios também produziram grande quantidade na época.

Hoje a produção é muito menor. O café, na década de 80, perdeu espaço para a cana-de-açúcar industrial.

Em 2014, os 11 municípios que compõem a agência regional de Adamantina registraram, ao todo, uma produção de pouco mais de 4 mil toneladas.

A cidade de Adamantina produziu 450 toneladas de café e Irapuru apresentou 540 toneladas. O município de Pacaembu teve produção de 300 toneladas e Lucélia 152 toneladas.

Flórida Paulista produziu 198 toneladas de café e Mariápolis 150 toneladas. Inúbia Paulista registrou 121 toneladas, já Sagres e Salmourão produziram 100 toneladas cada uma.

O município que teve menor produção foi Flora Rica com 8 toneladas produzidas e a que teve a maior produção foi Osvaldo Cruz com 1600 toneladas.

Apesar do baixo índice de produção, João Carlos Rodrigues analisa algumas vantagens. “É importante frisar que hoje o produtor se preocupa com a qualidade do café. Antigamente nem todos faziam isso”, afirma. “Há cuidado maior com a irrigação, adubação e outros tratos culturais”, explica. “Perdeu-se em quantidade, mas ganhou-se em qualidade”, conclui o coordenador do IBGE.


Fonte: Eduardo Bertin – Do Gi Notícias

Voltar para Home de Notícias


Copyright 2000 / 2015 - All rights reserved.
Contact: Amaury Teixeira Powered by www.nossalucelia.com.br
Lucélia - A Capital da Amizade
O primeiro município da Nova Alta Paulista