Com fratura no fêmur, paciente é transportado no assoalho de ambulância
Nossa Lucélia - 02.04.2015


Doméstica ficou revoltada com a situação que envolveu o seu irmão, de 34 anos. Secretaria de Saúde de Osvaldo Cruz justificou que medida foi tomada para a 'comodidade' da vítima

OSVALDO CRUZ - Uma doméstica de 36 anos, moradora de Osvaldo Cruz, entrou em contato com o iFronteira para denunciar o que ela chamou de "descaso" da Prefeitura com os moradores que precisam de atendimento médico em outros municípios. Luciana de Souza Peres compartilhou fotos e um vídeo que mostram, segundo ela, a "precariedade" do atendimento de saúde da cidade.

Segundo Luciana, seu irmão, Genésio de Souza, um mototaxista de 34 anos, precisou de transporte para ser levado a Limeira (SP), onde iria passar por uma cirurgia na perna, após se envolver em um acidente de trânsito, e teve de ir deitado no assoalho da ambulância, por falta de lugar, até que o passageiro da maca cedeu seu lugar a ele.

“Primeiro, eles sempre alegam que não tem ambulância para levar e, quando tem, eles esperam a ambulância lotar de gente para levar os pacientes. Meu irmão teve de ir solto no assoalho da ambulância, na última segunda-feira [30], porque a maca estava ocupada. E se acontece algum acidente?”, indagou a doméstica ao iFronteira.

De acordo com Luciana, toda vez que ela solicita a viatura para levar seu irmão a Limeira a Prefeitura alega que não há viaturas disponíveis. “Já precisei solicitar a ambulância de Sagres, cidade vizinha, para poder levar meu irmão e eles nos atenderam”, contou.

Conforme a doméstica, seu irmão sofreu uma fratura de fêmur no acidente de trânsito em que se envolveu em Limeira.

OUTRO LADO - A secretária municipal de Saúde interina de Osvaldo Cruz, Ivete Izildinha Alves Conca, informou ao iFronteira que a alegação de "descaso" feita pela doméstica "não é verdadeira".

“Atualmente contamos com oito ambulâncias, duas vans e uma perua Kombi para transporte de atendimentos de saúde fora do município. Para realizar este trabalho dentro da cidade, nós temos uma ambulância e uma perua Kombi. Então, temos estrutura, mas é muita gente precisando de atendimento”, disse Ivete.

Sobre o transporte do irmão de Luciana para Limeira, Ivete destacou ao iFronteira que o paciente viajou deitado em um colchão na ambulância, para ir melhor acomodado, já que a maca estava sendo utilizada por um idoso com problemas respiratórios. No entanto, segundo a secretária de Saúde, "a todo momento havia lugar para ele ir sentado".

“O motorista da ambulância quis ajudar e só pensou no conforto do paciente. Por ele estar com uma fratura na perna, seria melhor ir deitado do que sentado. Depois de um tempo, o idoso acabou até cedendo a maca a ele. Não há descaso, procuramos atender todo mundo e da melhor maneira possível”, ressaltou Ivete.


Fonte: Murilo Rincon _ Do iFronteira.com

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