Polícia Civil ouve mais de 30 pessoas sobre trotes violentos em Adamantina
Nossa Lucélia - 09.03.2015


Segundo delegada, outros envolvidos ainda devem prestar depoimento. Pelo menos, 4 alunos das FAI foram atingidos por produtos químicos

ADAMANTINA - A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), já ouviu mais de 30 pessoas sobre a ocorrência de trotes violentos nas Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI).

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Patrícia Tranche Vasques, outros alunos, entre calouros e veteranos, ainda devem ser chamados para prestar depoimentos nesta semana.

Há mais de um mês do caso, a polícia ainda trabalha para identificar os responsáveis de jogar uma substância química nos alunos, que causou queimadura em, pelo menos, quatro alunos. A delegada explica ainda que as investigações não têm prazo para serem encerradas devido a grande quantidade de envolvidos.

“Quando começamos ouvir aqueles que estavam presentes no trote, pudemos descobrir que outras pessoas estavam envolvidas e, com base nisso, passamos a ir mais a diante com relatos de outros suspeitos e vítimas. A história acabou ganhando proporação”, explica ao G1.

Ainda segundo Vasques, além dos depoimentos, a polícia aguarda os resultados de laudos como periciais e de corpo e delito, que são importantes para o encaminhamento da investigação. “As conclusões desses documentos podem sustentar as informações dadas pelos estudantes e, a partir disso, poderemos identificar os suspeitos que jogaram as substâncias químicas que causaram lesões”, afirma.

A Polícia Civil identificou no dia 5 de fevereiro, quatro suspeitos de terem participado do trote. A jovem Nathália de Souza Santos, de 17 anos, teve ferimentos nas pernas e no umbigo após ser atingida pelo produto, ainda não identificado. A família da garota também iniciou uma "apuração particular" para auxiliar a encontrar os envolvidos.

As Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI) chegou a abrir um canal de denúncia para que os alunos enviem fotos, vídeos ou informações que possam colaborar com as investigações. Elas ainda podem ser encaminhadas pelo ouvidoria@fai.com.br. O diretor geral da FAI, Márcio Cardim, afirmou que os envolvidos, caso sejam identificados, serão expulsos.



Fonte: Ariane Viana _ Do G1 Presidente Prudente

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