Escola oferece atendimento educacional especializado para alunos com necessidades especiais
Nossa Lucélia - 01.02.2015



LUCÉLIA - Aprender a se colocar no lugar do outro, enxergar todas as pessoas da mesma maneira e compreender que cada ser humano tem um valor único e inestimável. A inclusão social é a maneira de tornar pessoas com necessidades especiais participantes da vida em sociedade. E a escola, como meio de transformação social, tem o papel de fazer com que crianças de distintas realidades aprendam a conviver e respeitar aqueles que são diferentes.

A Escola Maria do Carmo Menezes de Mendonça oferece desde 2011 o Atendimento Educacional Especializado (AEE) para crianças com necessidades especiais (aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial), com transtornos globais de desenvolvimento e alunos com altas habilidades. O objetivo é identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem barreiras para plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas.

Para isso, a escola dispõe de uma Sala de Recursos Multifuncionais (SRMF) que conta com mobiliário, materiais didáticos e pedagógicos, recursos de acessibilidade e equipamentos específicos fornecidos pelo governo federal e poder público municipal. Atualmente, 11 crianças, de escolas diferentes do município, são atendidas.

No início de cada ano letivo é realizada uma triagem em todas as escolas da rede municipal de ensino para o levantamento dos estudantes que necessitam de educação especial. Depois os pais de cada aluno são entrevistados. “A interação entre família e escola é primordial para o desenvolvimento dos educandos”, afirma Gisele Cristina Fernandes de Mendonça, professora especializada em Educação Especial.

Segundo Gisele, o atendimento é individualizado ou em pequenos grupos, de acordo com as necessidades específicas apresentadas, e acontecem em dias e horários marcados no contraturno escolar. “A ideia é que eles desenvolvam a autonomia e apresentem evolução”, explica. “Todos evoluíram, mas alguns casos nos surpreendem”, diz a professora com orgulho.

Os estudantes têm a disposição o transporte fornecido pelo município. “O motorista busca e deixa a criança na porta da casa”, diz Nilza Dias, diretora da Escola. O Hamad Zammataro Demiscki, 8 anos, tem a Síndrome do X Frágil e é um dos alunos atendidos pelo AEE. Cheila e Ana, mães do menino, dizem que no começo havia uma grande preocupação de como ele seria recebido na escola. De acordo com elas, o garoto foi muito bem acolhido e o colégio deu grande suporte. “A graça é ver que os alunos aprendem a se respeitar, a conhecer o limite do outro e ser solidários”, explica Cheila. “O Hamad é muito querido, lá todos gostam dele”. 

Cheila cita, também, o exemplo do menino Derick, aluno da Carlos Bueno, “ele era um menino que não gostava de ir pra escola. Hoje evoluiu muito, está mais feliz”.  E ressalta que os pais não devem esconder os filhos com deficiência, pois “o preconceito que vemos nos adultos não se repete na escola com as crianças. Essa é a verdadeira inclusão social”, conclui.


Fonte: Eduardo Bertin _Do Grupo Impacto

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