Testemunhas mantém versões em reconstituição sobre morte de jovem
Nossa Lucélia - 29.01.2015
Simulação em Pacaembu não contou com versão do suspeito. Ana Clara Zorneck, de 16 anos, foi atropelada no dia de Natal
PACAEMBU - A reconstituição do acidente que vitimou a adolescente Ana Clara Zorneck, de 16 anos, em Pacaembu foi realizada sem a participação do suspeito de ter atropelado a jovem. O trabalho aconteceu nesta quinta-feira (29), às 9h, no Jardim Esplanada, local da morte. De acordo com a Polícia Civil, as testemunhas mantiveram a versão de que o suspeito jogou o carro em direção à vítima.
O delegado responsável pelo caso, André Eustáquio da Fonseca, explicou que a perícia esteve no local e, por meio dos relatos e registros fotográficos, reproduziram o fato e agora vai elaborar o laudo final.
O documento referente à simulação realizada deve ser concluído na próxima semana, segundo o delegado, já que devido a relevância do caso, sua resolução "acaba tendo prioridade".
A ausência do homem que confessou ter atropelado a adolescente é um elemento a mais para o inquérito policial. O laudo será concluído independentemente da sua versão, conforme relatou Fonseca. "Ninguém é obrigado a criar prova contra si mesmo, é um direito que ele tem".
Além deste relatório, a corporação ainda aguarda o parecer da perícia feita no local do acidente e no local do capotamento, explica o delegado. Todos estes laudos serão anexos ao processo policial, que segue em andamento.
O suspeito cumpre o mandado de prisão temporária na Cadeia de Adamantina desde o dia 8 de janeiro, data que se apresentou à polícia. O prazo provisório termina no dia 6 de fevereiro, e a expectativa é de que até a data, o processo esteja completo, de acordo com Fonseca.
O CASO - Na madrugada do dia 25 de dezembro de 2014, a vítima estava com alguns amigos, entre 16 e 17 anos, sob a copa de uma árvore, quando um VW Gol que transitava pela via, no sentido Centro-trevo, se aproximou e "jogou" o carro para cima dos adolescentes, conforme o boletim policial.
Conforme relatos, o condutor estava em velocidade incompatível com o local dos fatos. Porém, não se pode afirmar se “o autor jogou o carro contra as vítimas de maneira proposital ou não”. Alguns jovens se esquivaram, exceto a vítima que, ao ser atingida, foi arremessada por aproximadamente 15 metros de distância.
Após o atropelamento, também conforme o boletim, o citado veículo seguiu em alta velocidade rumo ao trevo principal de Pacaembu. Logo em seguida, a polícia recebeu um comunicado de que um Gol se envolveu em um capotamento na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros. Ainda de acordo com a corporação, as testemunhas reconheceram o veículo como sendo o mesmo que atropelou Ana Clara.
A polícia compareceu ao local e, durante a perícia no veículo, localizou no parabrisa "um chumaço de cabelos que poderia ser da vítima". O material foi recolhido pela perícia técnica, no intuito de averiguar se os fios de cabelo são da vítima atropelada.
Já o condutor do veículo capotado fugiu do local. Segundo o boletim, no local do atropelamento foi encontrado um símbolo da VW, que se deslocou no momento do acidente.
Fonte: Gustavo Justino _ Do G1 Presidente PrudenteVoltar para Home de Notícias
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