Justiça nega pedido de liberdade provisória a acusado de matar feirante
Nossa Lucélia - 29.01.2015
TUPÃ - O Excelentíssimo Dr. Fábio José Vasconcelos, juiz de direito da comarca de Tupã, negou o pedido de liberdade provisória, impetrado pelo advogado de defesa de Francismar Luis de França. Em sua decisão o magistrado alegou que, ainda não está claro a causa da morte da vítima, e que não existem testemunhas oculares do caso.
Segundo ainda a decisão proferida, a prisão não ocasiona prejuízo irreversível, por este motivo não cabe uma decisão em liminar. Ficou anotado ainda na decisão que após os exames laboratoriais, os quais indicarão a causa da morte, o pedido de liberdade provisória será reanalisado.
RELEMBRE O CASO - No dia 13 de janeiro por volta das 21:00 o Corpo de Bombeiros de Tupã foi acionado para atender uma ocorrência de fogo em um veículo na vicinal que liga Tupã a Arco-Íris, nas proximidades do aeroporto de Tupã. Ao chegar no local a guarnição dos Bombeiros iniciou o trabalho para debelar as chamas e quando o fogo já estava praticamente controlado foi possível ver que havia um corpo dentro do veículo.
Mesmo com a ação rápida do Corpo de Bombeiros o corpo ficou totalmente carbonizado, sendo então acionada a Polícia Militar e Polícia Civil para a princípio tentar identificar quem era a vítima e quais as circunstâncias que levaram a este fato trágico.
As investigações no local dos fatos levou a possível identidade da vítima, um comerciante da cidade de Tupã conhecido como "Claudio Pamonheiro". O veículo não tem sinais de que tenha se envolvido em algum tipo de acidente e preliminarmente o fogo teria começado de dentro para fora.
No final da tarde da quarta-feira do dia 14, a Polícia Civil de Tupã em uma investigação precisa e com muito dinamismo conseguiu chegar aos autores do homicídio Francismar Luis de França 49 anos, conhecido como “Baiano” cometeu o homicídio. Segundo depoimento de Baiano ele vendia milho para o Cláudio e estavam em sua propriedade realizando a colheita e pesagem do produto, quando Cláudio exalando odor etílico teria feito várias provocações e ofensas culminando com uma ofensa a esposa de Francismar. Tomado por um momento de fúria “Baiano” pegou uma barra de ferro que estava próxima e desferiu um golpe contra a face da vítima.
Com o golpe Cláudio ficou atordoado, mas partiu para luta corporal sendo que “Baiano” tentou dar uma “gravata”, mas Cláudio se desvencilhou, foi quando “Baiano” pegou uma corda e enforcou a vítima que parou de se mover.
Sem saber o que fazer, uma vez que Cláudio não mostrava sinal de vida, Baiano com a ajuda do seu filho que chegara e se deparara com a cena, colocaram o corpo na caminhonete da vítima e levaram para as margens da vicinal e atearam fogo no corpo utilizando óleo combustível e grama seca.
PRISÃO - Foi decretada a prisão temporária de ambos, e foram transferidos para a cadeia de Lutécia. A justiça no dia 15 de janeiro acatou um pedido de revogação da prisão temporária contra o filho do acusado, pois segundo entendimento o jovem não teve participação efetiva no crime de homicídio cometido pelo seu pai, Francismar.
Fonte: Do Do Mais TupãVoltar para Home de Notícias
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