Obra paralisada de unidade de saúde gera prejuízos em Adamantina
Nossa Lucélia - 29.10.2014


Construção do prédio custou mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos. Segundo secretário do órgão, previsão é que unidade funcione em 2015

ADAMANTINA - A obra no prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que custou mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos de Adamantina, está paralisada há um ano. O mato tem espaço suficiente para crescer no local, que deveria estar aberto à população 24 horas por dia, porém está fechado.

A UPA era pré-requisito para o funcionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na região. Contudo, as seis ambulâncias que foram enviadas para atender 18 cidades do Oeste Paulista tiveram que ser devolvidas por falta de recursos para implantar e manter o sistema. Agora, a dúvida dos moradores é se “com o fim do Samu, a unidade vai ou não funcionar”.

Segundo o secretário de saúde, Jorge Chihara, o prédio ainda não foi inaugurado devido ao atraso da construtora para entregar a obra. Mas, ele afirma que, mesmo sem o Samu, a UPA deve operar normalmente. “Vamos solicitar a autorização do ministério para que, quando o prédio estiver pronto, possa entrar em funcionamento, mesmo sem o Samu regional operando”, explica.

Ainda conforme ele, o Poder Público recebeu cerca de R$ 300 mil do Ministério da Saúde para finalizar a obra e mais R$ 600 mil para a compra de móveis e equipamentos. No entanto, Chihara afirma que, mesmo com a autorização do ministério, o que a prefeitura precisa é agilizar o término da construção.

“Houve um atraso por causa do trabalho da empreiteira, mas acreditamos que em maio de 2015 a UPA funcionará”, explica o secretário.

Enquanto isso, o imóvel abandonado é motivo de insatisfação por parte dos moradores. “Sempre solicitei um hospital regional no município, pela boa localização. Então, com a falta desse hospital, os moradores estão precisando da UPA”, relata o aposentado Hélio Vieira Malheiros.

Para a pensionista Zelinda Marcon, o imóvel abandonado serve como ponto para uso de drogas por meliantes. “Se abrisse seria ótimo, principalmente para quem é vizinho do local”, afirma.


Fonte: Do G1 Presidente Prudente

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