À beira do sacrifício, cães são resgatados do 'corredor da morte'
Nossa Lucélia - 04.10.2014


Diagnosticados com leishmaniose, animais estavam no canil da Prefeitura de Osvaldo Cruz. Segundo a Polícia Civil, houve danos ao local

OSVALDO CRUZ - Três cães que seriam sacrificados foram levados de um canil da Prefeitura de Osvaldo Cruz. O fato foi registrado na Delegacia da Polícia Civil na tarde de quinta-feira (2). A Prefeitura, através de sua Assessoria de Imprensa, informou que elaborou um Boletim de Ocorrência sobre o caso de subtração de animais que seriam eutanasiados por conta do diagnóstico clínico de leishmaniose.

O Serviço de Inspeção Municipal (SIM) recebeu dos próprios donos dos animais o pedido de recolhimento dos cães, devido ao risco de contágio de leishmaniose em seres humanos, conforme comunicou ao iFronteira a Assessoria de Imprensa da Prefeitura.

De acordo com o Poder Executivo, os cães foram recolhidos na quarta-feira (1º) e seriam eutanasiados na quinta-feira (2), mas antes foram levados do canil municipal. “O vigia do canil viu quem foram os autores da subtração e será testemunha na polícia”, informou a Assessoria de Imprensa da Prefeitura.

“Houve informação no sentido de onde estão localizados os animais e o Serviço de Inspeção Municipal localizou os mesmos e comunicou o fato à Polícia Civil, que agora cuida do caso”, comunicou a Assessoria de Imprensa ao iFronteira.

Segundo a Polícia Civil, foi registrado um Boletim de Ocorrência por danos ao patrimônio e agora será investigado quem danificou o portão do canil.

PROTOCOLO - Segundo a Prefeitura de Osvaldo Cruz, “os animais eram todos sadios, adultos, mas com diagnóstico de leishmaniose". "Assim, o Serviço de Inspeção Municipal segue a orientação e os protocolos tanto do Ministério da Saúde quanto do Conselho Federal de Veterinária no sentido de que não sejam tratados animais portadores da doença”, informou.

A eutanásia continua sendo a indicação recomendada nos termos da Portaria 1.426, de 11 de julho de 2008, em que os ministérios da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) proíbem o tratamento da leishmaniose visceral em cães infectados ou doentes com produtos de uso humano ou que não tenham registro federal.

A Prefeitura informou à reportagem do iFronteira que a atitude de resgate dos animais é temerária e coloca em risco a saúde pública, visto o risco de contágio em leishmaniose para seres humanos, e que estuda levar o caso ao Ministério Público.


Fonte: Bia Esper _ Do iFronteira.com

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