Assassino de dentista será internado em hospital psiquiátrico
Nossa Lucélia - 18.09.2014


Morte foi em setembro de 2013, em Dracena, e o autor do crime, conhecido como Chapolin, foi considerado de alta periculosidade

DRACENA - A Justiça decidiu que Cláudio Silvestre Gomes, de 44 anos, conhecido como Chapolin, vai ser internado em um Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP). Ele foi acusado de matar o dentista Luís Carlos Siste, em 2013, e não irá a júri popular. A decisão foi assinada pelo juiz Valmir Maurici Júnior, da 2ª Vara Criminal de Dracena.

A decisão de 12 de setembro chegou ao conhecimento do promotor Rufino Eduardo Galindo Campos nesta quarta-feira (17). O réu foi denunciado por ele por homicídio triplamente qualificado. "Foram três qualificadoras: agindo por vingança, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima", afirma o promotor.

A vítima tinha 75 anos e foi assassinada no quintal de sua casa, no Centro de Dracena, no dia 7 de setembro do ano passado. Após pedir dinheiro duas vezes ao dentista, Chapolin desferiu vários golpes contra a cabeça do idoso, que morreu no local.

Na época, a Polícia Civil investigava se no momento do crime o réu estava sob efeito de álcool ou drogas. Foi pedido então um laudo psiquiátrico de incidente de insanidade mental pela defesa e pela acusação. "Foram apontados transtorno de personalidade antissocial e transtorno mental e de comportamento decorrente do uso de múltiplas substâncias psicoativas. O laudo apontou ainda que ele é uma pessoa de alta periculosidade", explica Campos.

Por ser considerada uma pessoa que apresenta "distúrbio psiquiátrico grave", a sentença criminal o absolveu sumariamente, pois considerou o réu "inimputável". "O laudo bateu com o depoimento das testemunhas, que falaram que ele gritava no local do crime que era o demônio e que nem o Exército conseguiria segurá-lo. Por isso, ele foi considerado como altamente agressivo para o convívio social, e a necessidade de cuidados restritivos de liberdade em estrutura judiciária específica", enfatiza o promotor.

Campos ainda esclarece que não foi definido para qual HCTP o réu será encaminhado. "Provavelmente para Taubaté ou Franco da Rocha. A internação é por tempo indeterminado e daqui a três anos ele passará por uma avaliação para saber como está sua situação, mas a tendência é de que ele continue por lá por mais tempo", diz.

Para o promotor, a decisão era prevista e dificilmente o caso iria para júri popular. "Para mim, o caso se encerra aqui, pois aconteceu o que eu havia pedido, que era a internação. A defesa pode recorrer, mas também havia pedido a internação", finaliza Campos.


Fonte: Heloise Hamada _ Do iFronteira.com

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