Fraco desempenho da EE José Firpo no Idesp provoca reunião na sociedade luceliense
Nossa Lucélia - 23.08.2014
Objetivo da reunião é debater e apontar soluções para resolver o problema da unidade escolar
LUCÉLIA - A Presidente da Câmara de Lucélia, Ivone Mazini Pernomian e o Promotor de Justiça da Comarca, Dr. Reginaldo Cesar Faquim, estão preocupados com os resultados divulgados pela Secretária de Estado da Educação, sobre a avaliação da EE José Firpo, no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), onde a unidade escolar de Lucélia atingiu 1.77, entre as 12 unidades educacionais da microrregião de Adamantina, que abrange escolas desde Salmourão até Panorama.
O desempenho negativo foi o ponto de partida para uma reunião, onde foi feito um estudo da realidade da unidade escolar, bem como de toda a Educação no Estado de São Paulo e no Brasil.
Diante da repercussão negativa dos fatos, a Câmara de Lucélia, agendou uma reunião, no último dia 14, com o MP da Comarca, vereadores, Secretário de Educação do Município, Conselho Tutelar, Loja Maçônica Paz e Liberdade, Conseg, Clubes de Serviços da cidade, a diretora de ensino Vera Cazu, e supervisores de ensino da Diretoria de Adamantina. Estiveram em Lucélia, para junto com a Diretora da EE José Firpo, debater e apontar soluções para resolver o fraco desempenho da unidade escolar obtido no último Idesp.
Segundo a presidente Ivone Pernomian, tal reunião foi realizada com o objetivo inicial de fluir ideias no intuito de ajudar e nortear horizontes.
Um dos problemas apresentado pela Diretora da EE José Firpo e pela Diretoria de Ensino é a evasão escolar, que prejudica o desenvolvimento dos alunos. Foi citado, que alguns alunos ficam na Feira Livre, que é realizada toda quarta-feira, onde é comercializada bebida alcoólica no pátio da antiga estação, a dezenas de metros da escola, e que alunos em vez de entrar na escola para assistir as aulas das diversas disciplinas, acabam ficando na feira, prejudicando o seu desempenho.
A evasão escolar não ocorre somente na EE José Firpo. É uma realidade enfrentada por muitas escolas dos diversos municípios do Estado e do país. Enfrenar a evasão é um desafio que todos têm que enfrentar de frente, buscando parcerias e inovações tanto nas áreas pedagógicas como uma maior e efetiva participação dos pais dos alunos na vida dos seus filhos e nos problemas enfrentados pela unidade escolar. Há cidades com uma realidade social pior do que a vista de Lucélia e a cidade deve se orgulhar da escola que possuir, passando pelo espaço físico, professores, direção e alunos que é a razão principal da vida diária de uma escola.
Foi dito que o jovem de hoje não é o mesmo de 20 anos atrás, quando alguns valores eram diferentes. E a frequência irregular, baixa-estima a pouca participação dos pais na vida escolar dos alunos, acaba por interferir nos resultados.
A escola tem professores capacitados, um bom espaço e coordenadores pedagógicos que diariamente se capacitam para atender as necessidades pedagógicas. Tais coordenadores frequentemente fazem cursos de capacitação promovidos pela Rede Estadual de Ensino.
A necessidade de haver parcerias com a sociedade civil é de fundamental importância para o fortalecimento da unidade escolar, uma das mais antigas do município e que pelos seus bancos escolares já passou muitos doutores.
Segundo o Promotor de Justiça, Dr. Reginaldo Faquim, o fato da sociedade e da escola estarem sentados para discutir os problemas da escola é que ambos querem enfrentar e vencer os problemas apontados. O representante do MP, elogiou a iniciativa da Câmara de Lucélia no intuito de ajudar, abrindo as portas, para a sociedade e a escola para reverter o quadro desfavorável do Idesp.
Sobre os números da evasão escolar, a diretora Márcia Grabowski apresentou números preocupantes, onde 155 alunos, algo próximo dos 20% acabaram por se evadir da escola. Tais números acabam por contribuir negativamente no resultado final do Idesp. Sobre a Feira Livre, a diretora disse que a questão dos alunos estarem na feira é um dos principais fatores da questão evasão escolar, pois depois do término da feira, os alunos seguem para a avenida. Alegou também que há alunos que fazem ameaças com frases tipo “Você não pode me segurar aqui.” A escola através dos seus funcionários, fazem contato via telefone para os pais avisando que os filhos não estão assistindo aula, mas os pais de alguns parecem não ligar muito para a vida escolar dos seus filhos. Uma prova da ausência dos pais dos alunos nas reuniões da escola, é que na última reunião, apenas 63 país compareceram, um percentual baixo e que deve ser revertido. A próxima reunião com os pais será no dia 23 de agosto.
Nas escolas públicas há alunos com problemas de saúde ou que carecem de um acompanhamento clínico, psicológico dos órgãos competentes, para melhorar seu desempenho escolar. A escola é o reflexo da sociedade, onde todos os segmentos sociais de diversos bairros da cidade acabam por se encontrar na escola, trazendo uma pluralidade de ideias.
Segundo o Secretário de Educação do Município, Professor Osvaldo Martins, uma das medidas iniciais é que não se pode falar mal da EE José Firpo, acabar com o estigma negativo da escola.
A escola tem que estar perto da vida e da casa do aluno. Assim, o aluno que estuda na escola perto do seu bairro, tem uma maior interação com a realidade. A valorização dos Grêmios Estudantis, da Associação de Pais e Mestres e a adesão a programas como a ONG Todos Pela Educação, bem como uma maior participação dos pais e da sociedade, pois a escola é pública e está aberta para o comparecimento da sociedade. Tais ideias podem ser futuras sugestões para as melhorias na escola.
Futuras reuniões serão realizadas ainda em 2014, no intuito de fomentar novas ideias que proporcionem uma melhoria das atividades da EE José Firpo. Se houver uma unidade positiva em torno da escola, todos ganharão principalmente os alunos que é a razão principal da vida pedagógica da escola e um direito de todo cidadão.
Fonte: Marcos VazniacVoltar para Home de Notícias
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