Impasse entre Prefeitura e empreiteira prejudica construção de creche
Nossa Lucélia - 06.08.2014
Construção teve início em dezembro de 2013 e deveria ter sido entregue em julho deste ano, em Irapuru. O investimento foi avaliado em mais de R$ 1 milhão
IRAPURU - Em oito meses de trabalho, uma empresa de Pirapozinho, contratada para construir uma nova creche no Centro de Irapuru, realizou apenas 1,78% do serviço. A obra foi avaliada em mais de R$ 1 milhão, verba oriunda de recursos próprios da Prefeitura e do governo do Estado de São Paulo, e deveria ter sido entregue em julho deste ano.
De acordo com o prefeito Silvio Ushijima (PSD), uma nova creche no município é necessária, já que a escola em funcionamento pode atender até 70 crianças. Além da necessidade do prédio, outro fator que tem gerado desconforto e reclamações trabalhistas é o de que alguns moradores foram contratados para auxiliar na obra e, de acordo com o prefeito, “aparentemente não têm recebido pelo serviço”. A construtora iniciou as obras em dezembro do ano passado.
Ushijima contou ao iFronteira que foram feitos apenas a terraplanagem, a abertura de tubulões e o canteiro de obras, porém, a empreiteira não deu continuidade. O prefeito disse ainda que foram feitas reuniões com representantes da empresa e realizadas notificações, mas isso não obteve resultados.
“É uma obra excelente e de muita importância para a cidade. A gente confia na empresa esperando a conclusão da obra para atender o nosso lado [município] e a empresa age desta maneira [não continua a obra]. É complicado”, disse o prefeito.
Diante dos fatos, o prefeito salientou que já se uniu ao setor jurídico do Poder Executivo para tomar uma posição. Com a medida, deverá ser efetuada uma rescisão contratual para, posteriormente, abrir uma nova licitação da obra e dar continuidade à construção da creche.
OUTRO LADO - Sobre as obras, o proprietário da construtora, Guilherme Martinez, alegou ao iFronteira que os serviços foram paralisados por conta de falhas na planilha da licitação, produzida pela própria Prefeitura.
Com relação aos trabalhadores, Martinez afirma que a empresa pediu que aguardassem um acordo, no entanto, foi dada entrada em uma ação trabalhista. “Agora a gente vai entrar em acordo durante a audiência que está marcada”, disse.
Mediante a decisão judicial, também será definido se a empresa dará continuidade às obras ou se outra construtora assumirá os serviços. As audiências estão marcadas para setembro.
Fonte: Stephanie Fonseca _ Do iFronteira.comVoltar para Home de Notícias
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